EUA admitem que forneceram equipamentos de comunicação para oposição na Síria

De acordo com porta-voz, artefatos são de caráter não letal e fazem parte de iniciativas para o acesso livre à internet

Fillipe Mauro

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Após criticarem com rigor a Rússia por supostamente armar as tropas do regime de Bashar al Assad, os Estados Unidos reconheceram nesta quinta-feira (14/06) que estão fornecendo material de comunicação para a oposição na Síria. De acordo com a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Victoria Nuland, seu governo proporcionou ajuda "majoritariamente na área de comunicações".

Ela deixou claro que esses equipamentos são de caráter "não letal" e que as operações de assistência foram projetadas "para ajudar aqueles que estão submetidos ao abuso governamental, ao corte de comunicações promovido pelo governo”. Tudo isso de tal forma que os EUA “apóiem a unidade entre a oposição”, que julgam “pacífica".

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Fontes ligadas às operações de auxílio à oposição síria garantem que estão sendo empregados até mesmo softwares anônimos e telefones via satélite com GPS "para documentar a localização das atrocidades". Nuland descarta qualquer motivação política para esses procedimentos e alega que iniciativas para o acesso livre à internet já fazem parte de programas “conduzidos ao redor do mundo” e que já “vem sendo implementados em muitos outros países ao longo do tempo”.

No fim de maio, a embaixadora norte-americana na ONU (Organização das Nações Unidas), Susan Rice, reforçou as críticas do governo de Barack Obama à Rússia, alegando que a intransigência do país deixava os membros do Conselho de Segurança e da comunidade internacional com uma única alternativa: "avaliar se estão preparados para tomar decisões independentes do plano de paz do ex-secretário-geral Kofi Annan e da autoridade do organismo”.

Mesmo diante deste posicionamento e contradizendo o que sua superior, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse na última quarta-feira (13/06), a porta-voz do Departamento de Estado insiste que não tem conhecimento de um fornecimento de armas russas às forças do regime. Oficialmente, a Rússia só reconhece a entrega de três helicópteros sírios que estavam sendo restaurados pela fabricante de armas Rosoboronexport.

O regime de Bashar al Assad é um tradicional aliado dos russos no Oriente Médio. Moscou rejeita aprovar qualquer resolução mais severa contra o país. Contudo, os EUA tem frisado que qualquer veto da Rússia a uma proposta de resolução norte-americana não significará o fim de um eventual projeto de intervenção internacional sobre os confrontos entre civis e militares que assola o país árabe.

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