Cuba termina Olimpíada com o melhor desempenho na América Latina

Levando 110 atletas, país caribenho terminou à frente do próximo anfitrião dos Jogos, o Brasil

João Novaes

Ricardo Lopez Hevia/Granma
A cubana Yanet Bermoy, medalha de ouro em Londres, vence seu primeiro combate na categoria até 78 quilos

Com uma população de apenas onze milhões de habitantes, a ilha de Cuba encerrou, neste domingo (12/08), sua participação na Olimpíada de Londres na honrosa 16.ª posição no quadro geral de medalhas, o segundo melhor país do hemisfério americano e o melhor desempenho entre todos os países da América Latina.

No total, o país obteve cinco medalhas de ouro, três de prata e seis de bronze, totalizando 17 premiações. Em todo o continente americano, ficou atrás apenas dos Estados Unidos, que venceu a competição segundo os critérios do quadro de medalhas (46 medalhas de ouro, 29 de prata e 29 de bronze, com 106 no total).

A ilha superou, inclusive, a Jamaica (4 de cada peso, 12 no total), que contou com a excepcionalidade de uma geração imbatível no atletismo, comandada pelo velocista Usain Bolt, detentor das melhores marcas em provas de velocidade plena. Cuba também ficou na frente do Canadá (apenas uma de ouro, 5 de prata e 12 de bronze).

Cuba recuperou o posto de nação latino-americana mais bem-sucedida, perdido em 2008 para o Brasil (três medalhas de ouro contra duas na ocasião).No entanto, apesar dos mais de cem bilhões de reais a mais de investimento, os anfitriões dos próximos jogos, em 2016 no Rio de Janeiro, não evoluíram como o esperado. Em Londres, foram 3 de ouro, cinco de prata e nove de bronze. Enquanto os brasileiros levaram 257 atletas, Cuba conseguiu uma atuação melhor levando apenas 110 esportistas.
 


As cinco medalhas de ouro cubanas foram obtidas pelos pugilistas Roniel Iglesias (até 64 kg) e Robeisy Ramírez (até 52 kg); a judoca Idalys Ortiz (até 78 quilos), o lutador greco-romano Mijaín López (até 120 quilos). O único medalhista de ouro cubano não-lutador foi o atirador Leuris Pupo, na pistola rápida 25 metros.

A grande decepção ficou no atletismo, onde o país não conseguiu medalhas de ouro, apesar da expectativa em torno do barreirista Dayron Robles nos 110 metros com barreira. O campeão olímpico de 2008 e recordista mundial se lesionou na prova final. No entanto, ainda obteve uma medalha de prata e outra de bronze, enquanto o Brasil ficou em branco.

Os demais países latino-americanos tiveram um desempenho discreto: Colômbia (1de ouro, três de prata e quatro de bronze), México (1, 3 e 3 respectivamente), Argentina (1, 1 e 2),  República Dominicana (1, 1 e 0) e Venezuela (uma de ouro). Trinidad e Tobago (1 de ouro e 3 e prata), Bahamas e Granada (uma de ouro) foram as outras nações americanas a terminar em primeiro lugar em alguma modalidade. Porto Rico (uma de prata eoutra de bronze) e Guatemala, com uma de prata, também conseguiram uma menção no quadro.

Ricardo Lopez Hevia/Granma

O lutador greco-romano Mijaín Lopez foi um dos cinco medalhistas de ouro cubanos
 

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