Catalunha inicia processo de independência da Espanha; Rajoy diz que ação é 'inconstitucional'

'Aqueles que quiserem separar e dividir a Catalunha devem saber que não vão conseguir', declarou presidente de governo da Espanha

Redação

A coligação independentista, formada pelo Junts pel Sí (Juntos pelo Sim) e pela CUP (Candidatura Unidade Popular), aprovou no Parlamento da Catalunha, nesta terça-feira (27/10), um documento que dará início ao processo de independência da comunidade autônoma. O texto ainda precisa passar por nova votação.

O presidente de governo da Espanha, Mariano Rajoy, veio a público condenar a iniciativa que, segundo ele, é “inconstitucional”.

O documento possui nove pontos e, para a coalizão - que possui maioria no parlamento regional -, representa “um ato de obediência ao povo da Catalunha”. Entre os pontos estão a declaração do início do processo de criação do Estado catalão, a rejeição de qualquer decisão judicial que vise suspender o processo e a deslegitimação do Tribunal Constitucional espanhol.

Agência Efe

Parlamento da Catalunha começou processo para declarar independência da Espanha

“O escutaremos [a Rajoy] com todo o respeito, mas temos muito claro o que temos que fazer. Temos o mandato democrático. Levamos muitos anos fazendo as coisas de forma pacífica, democrática e razoável”, declarou o Junts pel Sí antes de Rajoy se pronunciar publicamente a respeito do assunto.

“O governo garante e garantirá que não vão conseguir seus objetivos e que, mesmo se for aprovado, o documento não surtirá nenhum de seus efeitos”, disse o presidente de governo em coletiva de imprensa.

“Aqueles que quiserem separar e dividir a Catalunha devem saber que não vão conseguir. Têm em frente a lei e a um governo disposto a fazê-la valer”, reforçou. Rajoy também disse que recorrerá a todos os instrumentos legais para conter o movimento.

Agência Efe

O presidente de governo da Espanha veio a público comentar a iniciativa

Fontes anônimas do El País passaram ao jornal que o governo espanhol também considera suspender totalmente a autonomia catalã.

Em 2014, a população da província havia votado a favor da independência em plebiscito. O referendo foi considerado ilegal e o atual presidente da Catalunha, Artur Mas - um dos líderes do Junts pel Sí -, pode ser impugnado por sua promoção. 

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