Ofensiva midiática condenou Dilma sem julgamento ou provas, diz Cepal sobre impeachment

Em carta endereçada à presidente, secretária-Geral da comissão da ONU critica cobertura realizada pelos meios de comunicação brasileiros

Redação


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Em uma contundente carta endereçada à presidente brasileira, Dilma Rousseff, a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) da ONU afirmou, nesta sexta-feira (22/04), que o processo carece de provas e é baseado em vazamentos seletivos da Justiça. O texto, assinado pela Secretária Executiva da entidade, Alicia Bárcena, diz ainda que a mandatária é alvo de uma ofensiva midiática que já a condenou previamente.

“Para nós é violento que hoje, sem julgamento nem provas, tendo como base vazamentos e uma ofensiva midiática que já a condenou, se tente demolir sua imagem, seu legado, ao mesmo tempo em que se multiplicam os empenhos de destruir a autoridade presidencial e interromper o mandato entregue pelos cidadãos nas urnas”, diz o texto.

Roberto Stuckert Filho/ PR

Presidente Dilma em entrevista coletiva concedida à impensa

Com relação à corrupção, a Cepal diz que reconhece os esforços dos tribunais brasileiros de punir tais práticas, mas ressalta que Dilma foi vista “apoiando permanentemente essa tarefa, com a valentia e honradez que é o selo de sua biografia, apoiando a criação de uma nova legislação mais exigente e de instituições de controle mais fortes”.

 

Recordando também a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), Bárcena diz que ele e Dilma tiveram “governos comprometidos com a Justiça e a igualdade. Nunca antes na história do Brasil tantos compatriotas superaram da fome, pobreza e desigualdade.

O comunicado lembra também a “pegada determinante com que as gestões [de Lula e Dilma] reforçaram a nova arquitetura da integração na região com a Unasul [União das Nações Sul-Americanas] e a Celac [Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos]”.   

O texto conclui que “os acontecimentos enfrentados pelo Brasil ressoam com força para além de suas fronteiras e ilustram para o conjunto da América Latina os riscos e dificuldades aos quais nossa democracia ainda está exposta”.

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