Trump anuncia novas sanções contra Coreia do Norte e promete 'pressão máxima'

Na última sexta-feira (23/02), o presidente americano anunciou novas sanções contra norte-coreanos, envolvendo companhias e navios que ajudariam Pyongyang a driblar as já impostas

RFI

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O governo dos Estados Unidos disse neste sábado (24/01) que exercerá uma campanha de "pressão máxima" para uma desnuclearização da Coreia do Norte, um dia depois de anunciar novas sanções.

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, que integra a delegação americana que participa dos Jogos Olímpicos de Pyeongchang, na Coreia do Sul, afirmou que o presidente americano Donald Trump não se mostrará "nem brando nem frágil" a respeito da Coreia do Norte, apesar da aparente distensão de Pyongyang desde o início da competição.

"Vamos continuar uma campanha de pressão máxima. As últimas sanções foram as mais duras que adotamos contra a Coreia do Norte", declarou Sanders à imprensa. A funcionária afirmou que Washington vai manter esta linha.

Paralelamente, a filha de Donald Trump, Ivanka Trump, que está na cidade, se reunirá com vários atletas e representantes do Comitê Olímpico Internacional. Ela chegou na sexta-feira (23/02) à Coreia do Sul, onde representará os Estados Unidos na cerimônia de encerramento da 23ª edição dos Jogos de Inverno.

The Joint Staff/Flickr CC


Trump ameaçou Coreia do Norte com 'pressão máxima'

Novas sanções

Na sexta-feira, o presidente americano anunciou novas sanções para tentar isolar ainda mais a Coreia do Norte. Estas medidas envolvem mais de 50 companhias e navios que, segundo o Executivo americano, ajudam Pyongyang a driblar as sanções já impostas. "Hoje lançamos as mais severas sanções que já foram impostas a um país", afirmou Trump em um longo discurso na conferência CAPC, a grande reunião anual dos conservadores americanos.

"Se as sanções não funcionarem, teremos que ativar a segunda fase. A fase dois poderia ser muito dura", acrescentou. O objetivo das medidas é continuar cortando as fontes de renda e petróleo "que o regime utiliza para financiar seu programa nuclear e armamentista", segundo a Casa Branca.

Pyongyang enviará no domingo (25/01) uma delegação oficial de oito membros, liderada pelo general Kim Yong Chol, para a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno. Mas a Casa Branca descartou a possibilidade de uma reunião entre as delegações americana e norte-coreana. Na cerimônia de abertura das Olimpíadas, o líder norte-coreano Kim Jong-Un enviou sua irmã Kim Yo Jong, que ficou a poucos metros do vice-presidente americano Mike Pence.

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