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Polícia de Israel recomenda incriminar Netanyahu por corrupção

Primeiro-ministro é suspeito de ter favorecido magnata Shaul Elovitch entre os anos de 2012 e 2017; mandatário se defendeu pelo Twitter

Redação

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A polícia de Israel anunciou neste domingo (02/11) ter recomendado à Justiça a incriminação do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e de sua esposa, Sarah, por suspeita de corrupção, fraude e abuso de confiança no âmbito do "Caso 4000".

O episódio, também chamado de "Caso Bezeq", refere-se às relações do magnata das telecomunicações Shaul Elovitch com Netanyahu. O mandatário é suspeito de ter favorecido o magnata, entre os anos de 2012 e 2017 em troca de notícias positivas suas publicadas pelo site Walla, do Grupo Bezeq.

"A principal suspeita é a de que o primeiro-ministro tenha aceitado suborno e agido em conflito de interesse, intervindo e atuando em decisões reguladoras que favoreceram Shaul Elovitch e o Grupo Bezeq", afirmou a polícia israelense.

A investigação do caso começou em fevereiro e terminou em novembro. Foram recolhidos depoimentos de 60 pessoas, dentro e fora de Israel. Pelo Twitter, Netanyahu, por sua vez, negou as acusações e se defendeu. 

"Tenho certeza que, também desta vez, as pessoas competentes, depois de investigarem o assunto, chegarão à mesma conclusão: não vão encontrar nada porque não há nada", escreveu.

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