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Atualizada às 14:58 de 18/02/2016

A fundação argentina Vida Silvestre denunciou que um golfinho morreu na cidade de Santa Teresita, na província de Buenos Aires, após ter sido removido da água por turistas para que tirassem fotos, conforme divulgado nesta terça-feira (16/02).

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Segundo a fundação, há pelo menos dois registros de golfinhos do tipo franciscana — um dos menores do mundo, que mede entre 1,30 e 1,70 metro — sendo tirados da água por banhistas que posavam com os animais na praia. A entidade confirma que pelo menos um dos animais morreu poucos minutos depois e seu corpo foi deixado na areia.

Reprodução/ Facebook Fundación Vida Silvestre

Cartaz de conscientização da fundação Vida Silvestre após morte de golfinho franciscana

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“O franciscana, como outros golfinhos, não pode ficar muito tempo fora da água. Tem a pele muito grossa e gordurosa que, fora da água, rapidamente provoca desidratação e morte”, explicou a Vida Silvestre por comunicado.

Veja o vídeo do momento em que o golfinho é retirado da água e cercado pelos banhistas:

Golfinho do tipo franciscana mede entre 1,30 e 1,70 metro e é encontrado apenas na Argentina, Uruguai e Brasil; espécie está em extinção

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O golfinho franciscana, ou golfinho-do-rio-da-prata, é uma espécie em extinção e só é encontrado na Argentina, Uruguai e Brasil. De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza, devem existir menos de 30 mil golfinhos na costa argentina.

“Esta ocasião serve para informar a população sobre a necessidade urgente de devolver esses golfinhos ao mar quando encontrarem um na praia. É fundamental que as pessoas ajudem no resgate desses animais”, disse a fundação.

Já a Fundação Mundo Marinho esclareceu, em nota divulgada no último dia 13 de fevereiro e republicada hoje no Facebook, que quando sua equipe chegou ao local, o golfinho já não estava e, segundo relato de banhistas, o animal teria sido levado para mar adentro por um grupo de pessoas. A organização reforça que em casos como esse é preciso entrar em contato com entidades especializadas para socorrer os animais e não entrar em contato com eles.

Imagens circularam amplamente pelas redes sociais argentinas e geraram indignação: