Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Pelo menos seis militares morreram neste sábado (15/03) em um ataque realizado por um grupo armado no nordeste do Cairo, a capital do Egito, segundo os últimos números divulgados pelo Ministério da Saúde sobre as vítimas do atentado, do qual o Exército egípcio acusou a Irmandade Muçulmana.

As vítimas, membros da Polícia Militar, estavam em um posto de controle na zona de Manfet Mustarad, no começo da estrada que liga o Cairo com a cidade de Ismailiya, informou o porta-voz militar, Ahmed Ali, em comunicado.

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Às 5h locais (0h de Brasília), pouco depois da oração muçulmana da madrugada, os agressores abriram fogo contra os militares.

O porta-voz relatou em comunicado que os homens armados também colocaram duas bombas nos arredores do posto de controle com o objetivo de causar mais mortes quando as equipes de socorro chegassem. Os efetivos de proteção civil localizaram os explosivos e os desativaram.

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“Esses atos terroristas covardes só aumentam nossa perseverança nesta guerra contra o terrorismo”, afirmou Ali.

Há apenas dois dias, um oficial das Forças Armadas egípcias morreu e três soldados ficaram feridos em outro ataque de homens armados contra um ônibus militar no leste do Cairo.

Vítimas, membros da Polícia Militar, estavam em um posto de controle na zona de Manfet Mustarad

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O porta-voz militar também responsabilizou a Irmandade Muçulmana, considerada uma organização terrorista pelo governo interino do Egito desde dezembro. Por sua vez, o primeiro-ministro egípcio, Ibrahim Mehlab, condenou o ataque e prometeu que “o Estado fará todos os esforços necessários para deter e levar os responsáveis à justiça”.

Mehlab advertiu, em declarações divulgadas pela agência oficial “Mena”, que sua intenção é “amputar a mão do terrorismo que manipula e põe em perigo a segurança do Egito”.

Já a Irmandade Muçulmana negou em nota seu envolvimento no ataque, o condenou e expressou suas condolências à família do oficial, assim como fez em ocasiões anteriores. Além disso, acusou as Forças Armadas de sempre responsabilizarem a Irmandade Muçulmana por esses incidentes “por razões políticas, sem provas e antes de qualquer investigação”.

Após o golpe militar de 3 de julho do ano passado que depôs o islamita Mohammed Mursi, dirigente da Irmandade, aumentaram os ataques terroristas contra as forças de segurança egípcias.

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