Quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
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Autoridades panamenhas retiveram em Colón, no litoral do Caribe, um navio de bandeira norte-coreana com uma carga de açúcar procedente de Cuba, na qual armas de guerra foram encontradas, anunciou o presidente do Panamá, Ricardo Martinelli.

Agência Efe

Imagem mostra material bélico que teria origem norte-coreana

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“O navio vinha de Cuba com destino à Coreia do Norte”, afirmou Martinelli, que indicou que, “ao tirar a primeira camada” de açúcar da carga, as armas foram encontradas em dois contêineres.

O presidente panamenho, eleito pelo partido conservador Cambio Democrático em 2009 e conhecido empresário do ramo de supermercados no país,  pediu às autoridades do porto de Manzanillo para averiguarem o fato. Ele disse que se trata de “material bélico e balístico”. Perguntado sobre a possibilidade de mísseis fazerem parte deste carregamento, Martinelli afirmou desconhecer o tema.

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As imagens reproduzidas na televisão local mostraram parte das armas achadas: artefatos grandes e alongados de cor verde, arrematados com uma ponta cônica, que estavam ocultos sob as lonas.

Presidente do país, Ricardo Martinelli, megaempresário do ramo de supermercados, disse que armamento "vinha de Cuba"

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“Que o mundo saiba que material bélico não declarado não pode passar pelo Canal do Panamá”, afirmou Martinelli, que também ressaltou que tanto o capitão do navio como os 35 tripulantes, que se encontram detidos, travaram uma forte resistência.

O ministro de Segurança do Panamá, José Raún Mulino, identificou o navio como Chon Chong Wang e assegurou que os dois contêineres com as armas foram achados entre uma carga de 250 quilos de açúcar mascavo.

Os tripulantes e o capitão foram levados à antiga base aeronaval norte-americana de Sherman, atualmente dirigida pelo Serviço Naval do Panamá, para prosseguir com as investigações.

Segundo Mulino, as Nações Unidas serão consultadas para determinar a quem os detidos serão entregues. Junto com Martinelli e Mulino, o juiz antidrogas, Javier Caraballo, que dirigiu a operação que originou essa apreensão, também estava no local.

De acordo com Caraballo, essa descoberta foi confirmada graças a uma informação de inteligência recebida, a qual mencionava um possível caso de tráfico de “substâncias ilícitas” dentro da embarcação. Devido à atitude suspeita dos tripulantes, as autoridades panamenhas conseguiram encontrar o material bélico, acrescentou o fiscal antidrogas, que assegurou que esta é a primeira vez que ocorre algo parecido.

O navio, que deveria atravessar o Canal do Panamá rumo ao Pacífico, continua sendo revistado em sua totalidade.