Polícia da Holanda descobre família que vivia em porão há 9 anos à espera do fim do mundo

Segundo a imprensa local, seis pessoas - o pai e cinco filhos - viviam reclusos esperando o fim do mundo; um dos filhos, com cerca de 25 anos, resolveu pedir ajuda

Redação

RFI RFI

Paris (França)

A polícia holandesa encontrou uma família escondida em uma "pequena sala fechada" no subsolo de uma casa de campo isolada no norte do país. Segundo a imprensa local, seis pessoas - o pai e cinco filhos - viviam reclusos esperando o fim do mundo.

"Encontramos seis adultos que afirmaram que eram da mesma família, um pai e seus filhos. Todos são maiores de idade, segundo o relato deles", afirma o comunicado da polícia.

A descoberta despertou surpresa entre os moradores da cidade de Ruinerworld, já ninguém conhecia a família. Foi um dos filhos, com cerca de 25 anos, que resolveu pedir ajuda, "preocupado com as condições de vida do grupo", segundo a polícia.


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No noite do último domingo (13/10), o jovem chegou a um bar do local "em estado de confusão mental". Sujo, com barba e cabelos longos e vestindo roupas rasgadas, ele pediu ajuda ao gerente do estabelecimento, que chamou a polícia. O rapaz afirmou que em nove anos nunca havia deixado o porão onde vivia com o pai e os irmãos.

Fim dos tempos

Quando os policiais chegaram na casa, "descobriram pessoas vivendo em um pequeno alojamento". De acordo com as informações divulgadas pela imprensa, a família vivia de forma autônoma, "tinha uma horta e uma cabra para a alimentação", e morava no alojamento "aguardando o fim dos tempos". Alguns dos filhos "não tinham nenhuma ideia da existência de outras pessoas no mundo", afirmam jornais holandeses.

Wikicommons
Polícia holandesa encontrou uma família escondida em uma "pequena sala fechada" no subsolo de uma casa de campo

A polícia deteve o proprietário do sítio, um homem de 58 anos, que aparentemente não possui parentesco com as pessoas encontradas. No entanto, até o momento, não se sabe se o pai e os filhos estavam lá voluntariamente ou foram forçados. Outro dado divulgado pela polícia é que nenhum nome fornecido pelos indivíduos que moravam no subsolo do sítio está registrado nas administrações municipais do país.

Os investigadores trabalham com várias hipóteses para explicar o mistério, mas não revelou maiores detalhes. "Nunca vi antes algo assim", confessou Rogeer de Groot, prefeito de Ruinerworld, local onde fica a casa de campo, afastada do centro da cidade e cercada por árvores, havia sete pessoas.

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