Hoje na História - 1737: Morre Antonio Stradivarius, fabricante de violinos

Maior luthier da história da humanidade, fabricou ao longo de sua vida cerca de 1200 instrumentos musicais de sonoridade incomparável e até hoje não superada

O célebre ‘luthier’ - profissional especializado na construção e no reparo de instrumentos de corda com caixa de ressonância (violino, viola, violoncelo, etc.) – Antonio Stradivarius morre em Cremona, Itália, aos 93 anos, em 18 de dezembro de 1737. Fabricou ao longo de sua vida cerca de 1200 instrumentos musicais de sonoridade incomparável e até hoje não superada. Restam atualmente cerca de 500 desses instrumentos não mãos dos grandes virtuoses. Ele se formou profissionalmente no ateliê da família Amati, cujo ancestral inventou o violino por volta de 1560, ao desenvolver uma variante da viola medieval.


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Antonio Stradivari (Stradivarius) nasceu em 1644 e em seus 93 anos consagrou-se como o maior ‘luthier’ da história da humanidade. Nasceu e viveu a vida toda em Cremona, ducado de Milão. Embora italiano, registrava seus instrumentos com seu nome em latim, daí os seus violinos se chamarem Stradivarius em vez de Stradivari. Acredita-se que seu mentor tenha sido Nicoló Amati, também membro de uma afamada família de ‘luthiers’. O motivo pelo qual os violinos Stradivarius são tão caros e famosos reside na qualidade de seu som.

Muitos concertistas de alta qualidade não só possuem esses violinos como os preferem a qualquer outro. O som desses violinos ressoa de maneira brilhante e poderosa. São verdadeiras obras de arte, refinados, de sonoridade límpida e mesmo à distância projetam uma imagem muito clara. Esses instrumentos têm tão boa qualidade que os músicos sentem verdadeiro prazer e facilidade em com eles tocar. Respondem a um simples toque dos dedos, não sendo necessário pressionar as cordas firmemente para produzir um som. No entanto, alguns dos Stradivarius diferem em qualidade e som. Nem todos os Stradivarius soam da mesma maneira e é tão bom quanto outro.

Até hoje ninguém sabe exatamente por quê o som de um Stradivarius é tão maravilhoso, mas subsistem teorias sobre o que faz de um violino um bom violino. A qualidade da madeira é um fator decisivo, assim como a forma do instrumento, a espessura das chapas de madeira que são utilizadas na estrutura central do instrumento e o verniz empregado. Embora ninguém saiba ao certo como ele construía com tal perfeição seus violinos ou que métodos empregava, pode-se definitivamente afirmar que ele incorporou a geometria e a matemática avançada em suas manufaturas.

Edgar Bundy

Antonio Stradivari retratado por Edgar Bundy, em obra datada de 1893

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No começo de sua carreira, seus instrumentos não eram tão eficientes e impecáveis como os que construiu mais tarde, possivelmente durante os anos entre 1698 e 1720. Para criar seus violinos, muito provavelmente empregou madeira de abeto vermelho e bordo. O abeto vermelho era usado na parte superior e nas partes internas enquanto o bordo era utilizado nas costas do instrumento, na voluta, cravelha, escala, queixeira, arco e estandarte. Minerais como o sódio, o silicato de potássio e borato de potássio eram empregados para realçar a qualidade da madeira.

Os instrumentos Stradivarius são extremamente conhecidos e apreciados e extremamente caros. Muitos dos violinos Stradivarius pertencem a organizações como a Nippon Music Foundation, a Filarmônica de Los Angeles, a Real Academia de Música, a Fundação Donald Kahn, o Conselho das Artes do Canadá, o Banco Nacional Austríaco, o banco finlandês Oko, a Sociedade Stradivari.

Wikimedia Commons

Um violino Stradivarius, em exposição no Palácio Real de Madri, na Espanha

O som maravilhoso que ouvimos em concertos e gravações de artistas geniais como Iasha Heifetz, David Oistrakh, Zino Francescatti, Leonid Kogan, Yehudi Menuhin, Henryk Wieniawski, Pablo Sarasate, Misha Elman, Itzhak Perelman, Salvatore Accardo, Isaac Stern, Pablo Casals, Vietslav Rostropovich são produzidos nos instrumentos fabricados por Antonio Stradivari há mais de 300 anos.

Outros fatos marcantes da data: 

1865 - EUA oficializam abolição da escravatura
1892 - Estreia no Teatro Maryinsky de Moscou o balé "O Quebra-Nozes", de Tchaikóvski
1958 - É lançado em órbita o primeiro satélite de telecomunicação
1969 - O parlamento britânico abole a pena de morte no país

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