Governo grego afirma que carta-bomba contra FMI foi enviada da Grécia

Correspondência estava dirigida ao chefe do FMI em Paris, Jeffrey Franks; suspeita cai sobre grupo terrorista Conspiração dos Núcleos do Fogo, que enviou pacote-bomba, interceptado ontem, a ministro das Finanças da Alemanha

O ministro de Proteção Cidadã da Grécia, Nikos Toskas, afirmou nesta quinta-feira (16/03) que o envelope com explosivos que causou ferimentos em uma pessoa na sede do FMI (Fundo Monetário Internacional) em Paris foi enviado de seu país.


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Em entrevista à emissora privada de televisão ANT1, Toskas revelou ainda que o remetente de dito envelope estava assinado com o nome de Vasilis Kikilias, porta-voz do partido opositor grego Nova Democracia (ND), de um endereço no qual esteve domiciliado.

Toskas afirmou que o uso de nomes de políticos gregos é "um ataque ao sistema político grego", destacou que o governo "fará frente à situação" e insistiu que "é cedo para tirar conclusões".

Agência Efe

Entrada do escritório do FMI em Paris, para onde foi endereçada carta-bomba que deixou uma funcionária da organização ferida nesta quinta-feira (16/03)


O ministro também não pôde confirmar a relação entre esta carta-bomba e o envio do pacote com explosivos interceptado ontem no Ministério das Finanças da Alemanha, que estava dirigido ao ministro, Wolfgang Schäuble, e cujo envio foi reivindicado pela organização terrorista grega Conspiração dos Núcleos do Fogo.

"Enviamos o pacote-bomba ao ministro das Finanças da Alemanha, no contexto da campanha do segundo ato do Projeto Nêmesis", afirmou o grupo em comunicado emitido nesta manhã em um site anarquista.

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Segundo os veículos de comunicação gregos, no pacote, enviado de um escritório dos correios no centro de Atenas, aparecia como remetente Adonis Yeoryiadis, vice-presidente do ND.

A Conspiração dos Núcleos do Fogo cometeu, desde sua aparição em 2008, dezenas de atentados com bomba na Grécia.

Em 2010 enviou 14 pacotes explosivos dirigidos, entre outros, à chanceler alemã, Angela Merkel; ao ex-presidente francês, Nicolas Sarkozy, e ao primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi.

Os demais pacotes foram enviados a embaixadas estrangeiras em Atenas e às sedes da Europol e da Eurojust.

As autoridades gregas consideravam que o grupo havia sido desarticulado, uma vez que mais de 20 de seus membros cumprem penas em distintas prisões gregas, após várias ondas de detenções entre 2010 e 2014. 



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