Moscou nega relações com advogada russa que encontrou filho de Trump com supostas informações contra Hillary

Porta-voz do governo russo afirmou que o Kremlin "não sabe nada desta história", nem tem "nenhum tipo de contato com essa advogada", que teria informações contra a então candidata Hillary Clinton

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou nesta quarta-feira (12/07) que Moscou "não tem nenhum tipo de contato" com a advogada russa Natalia Veselnitskaya, que se reuniu com o filho do hoje presidente dos EUA Donald Trump, Trump Jr., em troca de supostas informações contra a então candidata Hillary Clinton. Peskov comparou as notícias sobre a polêmica com uma "novela interminável capaz de competir com as séries norte-americanas de maior sucesso". 


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Peskov disse que o Kremlin "não sabe nada desta história". "Não é necessário que nos coloquem nessa novela. Não participamos, nem atuamos nessa série", disse Peskov ao ser perguntado, mais uma vez, sobre a polêmica reunião do primogênito de Trump com a advogada russa Natalia Veselnitskaya, realizada na Trump Tower de Nova York em junho do ano passado.

Ao ser questionado se as confissões do filho de Trump sobre seu interesse na reunião com Veselnitskaya alimentam as suspeitas de interferência russa nas eleições americanas, Peskov respondeu: "Não há nada que alimentar. Trata-se de outro 'plot twist' após a reunião em Hamburgo [entre Trump e o presidente russo, Vladimir Putin]".

O Kremlin não acredita que a publicação dos e-mails de Trump Jr. possa prejudicar as relações entre os dois países, mas o porta-voz admitiu que as coisas "não devem estar nada fáceis" para o chefe da Casa Branca "por essa pressão sem precedentes". "Em primeiro lugar, do presidente Trump ninguém espera concessões a Moscou", disse Peskov, que acrescentou que Putin "nunca falou de qualquer concessão, nem delineou as coisas assim".

Agência Efe

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Reunião

New York Times revelou, no último fim de semana, a existência da reunião e afirmou que Trump Jr. foi informado por e-mails antes do encontro que as informações de Veselnitskaya estavam ligadas à espionagem do Kremlin. O filho do presidente dos EUA afirmou na terça (11/07) que não contou a seu pai sobre a reunião realizada durante a campanha eleitoral do ano passado.

"Não havia nada para contar. Foi uma total perda de 20 minutos, o que foi uma pena", disse Trump Jr. em uma entrevista à emissora Fox News, na qual acrescentou que nem se lembrava da reunião até o jornal The New York Times ter veiculado uma reportagem sobre o encontro no último fim de semana.

Nas primeiras declarações desde o início do escândalo, Trump Jr. também admitiu que, vendo em retrospectiva, teria agido de maneira diferente se pudesse. "Para mim, isso era investigar a oposição", justificou o filho do presidente, que disse ter a esperança de que a advogada poderia ter "provas tangíveis" sobre os "escândalos" de Hillary que, avaliou, a imprensa não tinha divulgado durante anos. Trump Jr., no entanto, reiterou que a reunião "não levou a lugar algum".

Antes da entrevista, o filho do presidente divulgou os e-mails que trocou com Veselnitskaya mails para ser "totalmente transparente" em relação ao caso. Pouco antes, no entanto, o New York Times anunciou estar em posse das mensagens.

Em um dos e-mails, Rob Goldstone, o homem que marcou a reunião, alerta Trump Jr. que receberia "documentos oficiais e informações que poderiam incriminar Hillary" e que seriam muito valiosas para o agora presidente dos EUA. O filho do presidente responde que "adoraria" receber essas informações.

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