Familiares de Norambuena protestam contra decisão da corte de apelações chilena

Ativista chileno está preso há 15 anos em Mossoró (RN) por participar do sequestro do publicitário Washington Olivetto

O tribunal de apelações do Chile negou a redução de pena de Maurício Norambuena, ex-membro da Frente Patriótica Manuel Rodrúguez e comandante do sequestro do publicitário Washington Olivetto em 2001. Com esta decisão da corte chilena o retorno de Norambuena ao Chile fica comprometido. Familiares e amigos do ativista realizaram nesta sexta (25/08) manifestação na frente do tribunal de justiça de Santiago denunciando a decisão que, em tese, impossibilita a extradição de Norambuena para o Chile.


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A irmã do prisioneiro, Laura Hernández, explicou que "alguns dias atrás, o Tribunal de Apelações de Santiago decidiu contra o pedido de extradição de Maurício para o Chile. Isso só faz prolongar o sofrimento de mais de 15 anos em uma prisão desumana no Brasil sob o chamado Regime Disciplinar Diferencial, o mais cruel que existe lá".

O juiz Mario Carroza havia decidido em primeira instância favoravelmente a Maurício Norambuena, diminuindo para 15 anos e um dia suas duas penas de prisão perpétua, a medida legal necessária para que ele pudesse ser devolvido ao Chile.

 

 

Preso desde 2002 pelo sequestro de Olivetto, Norambuena denuncia à CIDH regime 'inumano, cruel e degradante'

Relembre como foi o sequestro do publicitário Washington Olivetto

O que aconteceu com os outros sequestradores estrangeiros de Washington Olivetto?

 

Resumen


Familiares e amigos de Norambuena protestanto na frente do tribunal de apelações chileno


"Na verdade, o governo chileno através do Ministério do Interior, o Conselho de Defesa do Estado e setores da direita pinochetista fizeram arranjos para que a decisão do juiz Carroza fosse revertida pelo Tribunal de Apelações", afirma Hernández.

Os familiares de Norambuena solicitaram uma reunião oficial como presidente e ministro da Suprema Corte chilena, Hugo Dolmestch, para saber quais caminhos jurídicos ainda existem para que consigam uma eventual volta do ativista ao país.

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