Arábia Saudita decide reabrir portos e aeroportos que mantém sob controle no Iêmen

Aliança encabeçada por Riad anunciou que reabrirá nas próximas 24 horas todos os portos em áreas controladas no país

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A Arábia Saudita comunicou nesta segunda-feira (13/11) que irá reabrir nas próximas 24 horas todos os portos que mantém sob seu controle e que estejam em território dominado pelo governo do Iêmen, informou o escritório de representação saudita para a Organização das Nações Unidas (ONU).


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A coalizão liderada pela Arábia Saudita anunciou que primeiro irá restituir os serviços em todos os portos que estejam em regiões sob controle das forças leais ao ex-presidente Abdu Rabu Mansur. São esses os postos de Adén, Mocha e Mukalla.

“O primeiro passo deste processo será tomado dentro de 24 horas e incluirá reabrir todos os portos que estão em zonas controladas” por parte de grupos fies a Mansur Hadi, segundo o comunicado difundido pela representação saudita na ONU.

A Arábia Saudita e seus aliados iniciaram em março de 2015 uma guerra que já deixou mais de 33.394 mortos e milhares de feridos. O governo da Arábia Saudita, junto à coalizão, bloqueou os terminais marítimos, aéreos e terrestres do Iêmen, o que piorou ainda mais a crise humanitária que o país vive.

Foto: Richard Messenger/Flickr

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Crise humanitária

O envio de ajuda humanitária ao Iêmen havia sido interrompido no início da semana passada após portos, aeroportos e estradas terem sido bloqueados pela coalizão de países sunitas liderada pela Arábia Saudita, que desde 2015 está em combate com grupos houthis.

A ONU exigiu na última segunda feira (08/11) “acesso imediato” aos portos marítimos e aeroportos do Iêmen para que o país pudesse receber combustíveis, alimentos e recursos para auxiliar a população atingida pela guerra. A entidade também pediu a garantia de que novos portos não seriam bloqueados.

O Iêmen tem enfrentado a maior crise humanitária de sua história. Estima-se que 7 milhões de pessoas estejam à beira da fome, que também enfrenta um surto de cólera. O conflito armado se acentuou no país nos últimos dois anos, tendo como principais vítimas civis e crianças. 

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