Jerusalém vive dia de confrontos após decisão de Trump; Al-Qaeda e EI ameaçam Estados Unidos

Mídia local reporta ao menos 112 feridos em Jerusalém, Cisjordânia e Faixa de Gaza; na noite de quarta, grupo de palestinos desligou luzes da árvore de Natal instalada em Belém como forma de repúdio

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No primeiro dia após a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, a violência tomou conta da cidade e dos arredores. A mídia local reporta ao menos 112 feridos em Jerusalém, Cisjordânia e Faixa de Gaza.


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Apenas durante a manhã e a tarde desta quinta (07/12), a Cruz Vermelha palestina registrou mais de 60 pessoas feridas em confrontos na Cisjordânia. Foram 12 ferimentos com armas de fogo, 13 com balas de borracha e ao menos 32 intoxicações com gás lacrimogêneo.

Os primeiros confrontos ocorreram na Faixa de Gaza, quando três palestinos foram atingidos por tiros de soldados israelenses por protestarem contra a decisão de Trump. Na noite de quarta (06/12), um grupo de palestinos desligou as luzes da árvore de Natal instalada em Belém como forma de repúdio. Também foi convocada greve geral na região.

Jerusalém é uma cidade sagrada para várias religiões. Por isso, as Nações Unidas e a diplomacia mundial apoiam que o local tenha "status" internacional, apesar de israelenses e palestinos reivindicarem a posse do município.

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Nas redes sociais, seguidores do Estado Islâmico (EI) e da Al-Qaeda fizeram ameaças de atentados. "Cortaremos a cabeça de vocês e liberaremos Jerusalém", dizia uma das mensagens, publicada em árabe, hebraico e inglês.

Diplomacia internacional

Quase por unanimidade, a comunidade internacional se opôs à decisão de Trump, alegando que ela prejudica as negociações de paz que preveem a solução de dois Estados. O primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel, comentou que "condena" o gesto do republicano, enquanto o premiê tunisiano, Youssef Chahed, definiu a atitude de Trump como "um duro golpe" aos palestinos.

A Rússia, que atua em operações militares no Oriente Médio, comentou que a mudança da embaixada "desata preocupações". "Acreditamos que essa escolha não ajude o processo de paz. Na realidade, como podemos ver, está provocando uma divisão na comunidade internacional", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

"O Reino Unido, como já declarado pela premiê Theresa May, confirma o desacordo com a decisão dos EUA de reconhecer Jerusalém como capital de Israel", ressaltou Downing Street.

A União Europeia (UE) seguiu a mesma posição, ressaltando ser favorável à criação de dois Estados na região. Países árabes, mesmos os adversários Irã e Arábia Saudita, uniram-se contra a decisão de Trump. Paquistão, Qatar, Iraque e outras nações também demonstraram descontentamento. 

Dan/Flickr CC

Confrontos em Jerusalém após decisão de Trump deixaram feridos

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