M5S quer apoio de Salvini para convocar novas eleições

Ideia de Luigi di Maio é que votação aconteça em junho; segundo ele, coalizão de ex-premiê Silvio Berlusconi prefere negociar cargos a debater propostas

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Em uma nova posição inesperada, o líder do Movimento 5 Estrelas (M5S), Luigi Di Maio, propôs nesta segunda-feira (30/04) ao secretário do ultranacionalista Liga, Matteo Salvini, que ambos solicitem ao presidente Sergio Mattarella a convocação de novas eleições gerais em junho deste ano na Itália. "É vergonhoso como todos os partidos estão pensando em seus próprios interesses", afirmou Di Maio.


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A declaração foi dada pelo candidato do M5S a primeiro-ministro em um vídeo publicado no Facebook. Nele, Di Maio também faz duras críticas aos partidos italianos que desde as eleições de 4 de março não conseguiram chegar a um acordo para a formação do governo.

O líder do movimento antissistema ainda afirmou que o Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, e a coalizão de direita entre Liga e o Força Itália (FI), do ex-premier Silvio Berlusconi, preferem negociar cargos no lugar de debater as propostas do futuro governo.

"O M5S comprometeu-se seriamente a respeitar o voto dos cidadãos, dado que obtivemos um resultado extraordinário, mas não obtivemos a maioria absoluta dos lugares o que nunca pensei que fosse fácil", ressaltou.

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Nos últimos dias, o M5S abriu diálogo com o PD e a ideia de um governo entre as duas legendas ganhou força, apesar de haver resistência nas alas ligadas ao ex-primeiro-ministro Matteo Renzi, que, inclusive, ontem (29/04), voltou a descartar a hipótese.

"Aqueles que perderam a eleição não podem ir para o governo. Não podemos passar a mensagem de que 4 de março foi uma piada. O Partido Democrático perdeu: cabe a Salvini e Di Maio para governar", disse Renzi.

Na próxima quinta-feira (03/05), o membros do PD realizarão uma reunião para analisar um possível diálogo com o M5S, porque a legenda está dividida no que diz respeito ao apoio dessa parceria.

Já o acordo entre M5S-Liga fracassou porque o partido antissistema, dono de um terço do Parlamento, se recusa a governar ao lado de Berlusconi, um dos pilares da aliança conservadora, que detém 42% dos assentos na Câmara e no Senado.

"Nas últimas semanas, alguns nos criticaram por tentar assinar um acordo de governo com um ou outro. Eu afirmo, o M5S é pós ideológico, nossas ideias não nem direita nem esquerda, as ideias são boas ou más, e nós tínhamos toda a intenção de trazer o resultado para casa", acrescentou Di Maio.

No vídeo, o líder do M5S também acusou Berlusconi de ser responsável por 'bloquear o país durante 20 anos para defender seus interesses". Além disso, ele criticou Renzi por não aprovar o acordo com o PD "dilapidando" qualquer ideia de governo.

Segundo ele, todas as legendas estão fazendo de tudo para "impedir um governo da mudança" liderado pelo M5S. "Para mim não há outra solução, é necessário repetir as eleições o mais rápido possível, mas Mattarella é quem decide", ressaltou.

Convocar novas eleições é uma hipótese que o presidente Mattarella tenta evitar a todo custo, já que as urnas não mudariam radicalmente a composição atual do Parlamento.

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