Pressão por questão de refugiados racha governo Merkel e aliados já falam em nova eleição na Alemanha

Ministro do Interior Horst Seehofer (CSU) prometeu derrubar o governo se o país não fechar as portas para deslocados externos, desafiando abertamente as políticas migratórias de Merkel

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Um racha na base aliada da chanceler Angela Merkel ameaça levar a Alemanha às urnas de forma antecipada, em mais um desdobramento da crise aberta na União Europeia por causa do acolhimento a refugiados.


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O ministro do Interior alemão, Horst Seehofer, prometeu derrubar o governo se o país não fechar as portas para deslocados externos, desafiando abertamente as políticas migratórias de Merkel. Uma reunião da base aliada na última terça-feira (26/06) tentou costurar uma posição em comum, mas sem sucesso.

Questionado sobre os resultados do encontro, a presidente do Partido Social-Democrata (SPD), Andrea Nahles, disse que "não exclui" a possibilidade de eleições antecipadas. "Temos uma situação na qual Horst Seehofer propõe algo que terá efeitos sobre toda a Europa. Trata-se de um efeito dominó. Nós acreditamos que esse modo unilateral de fazer as recusas [de migrantes] é incompatível com o direito europeu", declarou Nahles.

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Governo Merkel corre risco por conta de rachas internos na questão dos refugiados

Já o líder da conservadora União Democrata-Cristã (CDU), partido de Merkel, no Parlamento, Volker Kauder, reconheceu que o governo vive uma crise "muito séria". Seehofer é líder da União Social-Cristã (CSU), tradicional aliada da CDU na região da Baviera e que apoia a chanceler junto com o SPD.

Ele quer fechar as fronteiras a partir da semana que vem para deslocados externos que já tenham sido registrados em outros países da União Europeia, mas Merkel pretende alcançar um acordo no âmbito da UE - em 28 e 29 de junho, o Conselho Europeu se reunirá em Bruxelas.

Os efeitos da crise já puderam ser sentidos na crise referente ao navio da ONG alemã Lifeline, que foi impedido de atracar na Itália e acabou direcionado para Malta, com 234 pessoas a bordo. Os deslocados externos serão distribuídos entre oito países da UE, incluindo Malta e Itália, mas a Alemanha se recusou a participar da realocação, por imposição de seu ministro do Interior.

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