Notas internacionais: Paquistão passa Brasil e se torna 5º país mais populoso do mundo

Pico populacional no Brasil, escalada de tensão entre EUA e Irã, Trump persegue migrantes; destaques desta terça-feira

Ana Prestes

Brasília (Brasil)

Brasil chegará ao auge de sua população em 2045. O Brasil não é mais o quinto país mais populoso do mundo. Agora é o Paquistão. O dado está em um relatório da ONU, lançado ontem (17/06), chamado World Population Prospects analisa 235 países e regiões. Segundo o relatório, o Brasil está crescendo a um ritmo mais lento do que a média mundial e nossa população deve chegar ao seu máximo em 2045 com 229,6 milhões de pessoas. Pelo relatório, a partir de 2046 teremos uma redução no número de pessoas, chegando a 180,7 milhões de habitantes em 2100. 

Morsi morre enquanto discursava em tribunal. Ex-presidente do Egito, Mohammed Morsi, que assumiu o poder através das primeiras eleições do país (2012), após a queda de Hosni Mubarak, morreu ontem (17/06) enquanto falava a uma corte de justiça, no Cairo. Ele era dirigente da Irmandade Muçulmana, que chamou a morte do líder de “assassinato”. Morsi não durou muito na presidência, tendo sido derrubado por militares em 2013. Hoje o Egito é dirigido pelo general Abdel Fattah el-Sisi que venceu as eleições de 2014 com 96,9% dos votos e a de 2018 com 97%, sem que opositores e a própria Irmandade Muçulmana tenham podido concorrer. A morte de Morsi pode causar muitos protestos e convulsão social no Egito.

Com Evo, bolivianos tem acesso à moradia. Na Bolívia, dados do Instituto Nacional de Estatística revelam que entre 2006 e 2018 foram investidos mais de um bilhão de dólares por parte do governo em um fundo habitacional para famílias sem imóvel próprio. Montante superior aos 300 milhões gastos entre 1993 e 2005. Hoje 64% das famílias bolivianas possuem habitação própria, sendo que Beni e Potosí registram a porcentagem de 72,5% e 71,1%, respectivamente, segundo dados divulgados pela imprensa boliviana.

Greve Nacional da Educação no Chile. No Chile, os professores da educação básica estão na terceira semana de greve nacional. Entre as reivindicações, além das salariais e por melhorias nas condições de trabalho, está a revogação da reforma que retirou as disciplinas de História, Educação Física e Artes como obrigatórias na grade curricular do Ensino Médio.

Haiti convulsionado. Por aqui pouco se noticia, mas o Haiti está vivendo uma verdadeira insurreição. A situação do país é de calamidade com o desemprego passando dos 60%, salário mínimo de 5 dólares, famílias inteiras vivendo em barracas improvisadas, ainda como consequência do terremoto ou do desvio dos fundos destinados às reparações do país. No domingo (16/06), pelo menos 8 pessoas morreram em protestos no oeste do país. Desde ontem (18/06), em Porto Príncipe as escolas estão novamente fechadas, o transporte público suspenso e estradas estão interditadas por barricadas organizadas por manifestantes. A principal demanda dos manifestantes é a renúncia do presidente Jovenel Moise. Não somente Moise, como outros que governaram no período recente, estão envolvidos com o desvio de mais de 2 bilhões de dólares do fundo Petrocaribe (2008 – 2016).

EUA x Irã. Nos EUA, foi anunciado ontem (17/06) o envio de mais de mil militares para o Oriente Médio, em meio a uma escalada da tensão contra o Irã. O número de militares norte-americanos hoje no Oriente Médio beira os 50 mil. No mesmo dia do anúncio norte-americano, o governo iraniano informou que até o dia 27 de junho suas reservas de urânio enriquecido ultrapassarão as metas estipuladas pelo acordo nuclear de 2015, do qual os norte-americanos já saíram, mas que conta com os europeus. O episódio mais recente da tensão dos EUA com o Irã foi o ataque a dois petroleiros, um japonês e um norueguês, no Golfo de Omã, ligado pelo estreito de Ormuz ao Golfo Pérsico. Pelo Estreito de Ormuz passa diariamente um terço de todo o petróleo do mundo transportado por via marítima.

Xi vai à Coreia. O presidente chinês, Xi Jinping, chegará à RPDC – Republica Popular e Democrática da Coreia nesta quinta (20/06) e ficará até sexta-feira. Será a primeira viagem da mais alta autoridade chinesa à Coreia do Norte em 14 anos. O último presidente chinês a visitar a Coreia foi Hu Jintao em 2005. A visita ocorre às vésperas do G20 no Japão e em um momento de tensão entre EUA e Coreia do Norte, que estiveram em conversações históricas no ano passado e início deste ano, mas que refluíram na tentativa de chegarem a um acordo.

Trump tira mais de quem já não tem, os centro-americanos. Após pressionar o México, até uma militarização de suas fronteiras com os EUA, Trump agora cumpre sua chantagem com relação aos países da América Central. O presidente norte-americano cancelou a destinação de 370 milhões de dólares que seriam destinados a países como El Salvador, Guatemala e Honduras, previstos no orçamento de 2018 e mais 180 milhões do orçamento de 2017 que não haviam sido utilizados. Segundo a porta-voz do Departamento de Estado: “não serão entregues fundos até que o governo esteja satisfeito com a redução do número de imigrantes que chegam à fronteira com os EUA”. Em maio, mais de 132 mil pessoas foram detidas enquanto tentavam cruzar a fronteira norte-americana (maior número desde 2006). Nos últimos dias, o México encontrou quase 800 migrantes, muitas crianças, muito mal acomodadas em containers puxados por caminhões na região de Veracruz, leste do país, e que se dirigiam aos EUA. Segundo o chanceler mexicano, Marcelo Ebrard, em declarações divulgadas pela imprensa, cada viajante paga entre 3500 e 5 mil dólares em seu país para ser transportado até os EUA via México.

Sistema elétrico russo na mira dos norte-americanos. Na Rússia, imprensa e governo comentam sobre as mais recentes indisposições com o governo Trump diante dos rumores de ameaças aos setores bancário, de transportes e elétricos russos via ataques cibernéticos norte-americanos. Matéria do New York Times diz que desde 2012 os EUA vem monitorando o sistema elétrico russo e que recentemente conseguiram implantar um “malwere” nos controles da rede elétrica local. O jornal acusa Trump e o Congresso norte-americano de terem ciência da operação.

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