Síria diz que ataque destruiu laboratório que pesquisava medicamentos contra câncer

Instituição fabricava medicamentos que estão em falta no país por conta das sanções internacionais, afirma mídia local

Sputnik

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O ataque com mísseis liderado pelos EUA contra a Síria, supostamente destinado a desativar depósitos de armas químicas, teria resultado na destruição de uma instalação farmacêutica usada para produzir medicamentos contra o câncer.

A Instituição para o Desenvolvimento das Indústrias Farmacêutica e Química em Barzeh, que foi um dos alvos do recente ataque liderado pelos EUA contra a Síria, era usada para produzir medicamentos que atualmente estão em falta no país devido a sanções impostas pelo governo norte-americano, de acordo com a mídia local.

"Desde que a crise na Síria irrompeu, o país ficou sem todos os tipos de medicamentos devido às sanções dos países ocidentais. As empresas estrangeiras pararam de exportar medicamentos de alta qualidade para a Síria, especialmente medicamentos contra o câncer. Por isso, temos conduzido pesquisas sobre medicamentos contra o câncer aqui, e três medicamentos foram desenvolvidos", disse o chefe da unidade.

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Síria diz que ataques destruíram centro de pesquisa farmacêutica

Ele também observou que nem ele nem seus colegas poderiam permanecer na instalação se ela armazenasse armas químicas como alegam as autoridades dos EUA.

"Se houvesse armas químicas no prédio, nós não estaríamos aqui. Meus colegas e eu chegamos aqui às 5:00 da manhã. Se houvesse armas químicas, precisaríamos usar máscaras e tomar outras medidas de proteção", o homem explicou.

O centro de pesquisa está localizado no bairro de Barzeh, perto de Damasco, e é composto por laboratórios científicos e um centro educacional, de acordo com a Agência Árabe Síria.

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