Hoje na História: 1806 - Francisco I renuncia e coloca fim ao Sacro Império Romano Germânico

Abdicação, forçada por Napoleão, marca conclusão de um longo declínio e início das atuais Alemanha e Áustria

Max Altman

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Em 6 de agosto de 1806, em meio à indiferença geral, o imperador da Áustria Francisco I renuncia ao trono do Sacro Império Romano Germânico, fundado por Oto I cerca de mil anos antes.

Era a ultima consequência dos tratados de Luneville e de Presburgo, decorrentes um e outro das derrotas dos Habsburgos ante as ofensivas francesas de Napoleão.

O Sacro Império e o mapa da Alemanha, resultado dos tratados de Vestfália, já haviam sido amplamente modificados em seguida ao processo verbal imposto à Dieta germânica pelo Primeiro Cônsul francês, Napoleão Bonaparte, em 25 de fevereiro de 1803.

Entrevendo o desaparecimento iminente do SIRG, o imperador Francisco II de Habsburgo reagrupa os Estados hereditários da família Habsburgo-Lorena – os únicos sobre os quais mantinha uma autoridade real. Em 11 de agosto de 1804, se atribui oficialmente o título de Imperador da Áustria e Rei da Boêmia e da Hungria sob o nome de Francisco I.

Dois anos mais tarde, no apogeu de sua glória, o imperador dos franceses, Napoleão I, por força de suas vitórias primeiro contra a Áustria e em seguida contra a Prússia, em Iena e Auerstaedt respectivamente, pôde projetar a reconfiguração do mapa da Alemanha entre os rios Reno e Elba.
 


Em 12 de julho de 1806, conduz à pia batismal a Confederação do Reno (Rheinbund), que reagrupou desesseis Estados alemães sob a "proteção" de Napoleão I. Numerosas alianças matrimoniais com a família Bonaparte iriam vincular os soberanos desses "Estados Confederados do Reno" à França.

A partir do ano seguinte, uma vintena de novos Estados são integrados à Confederação, inclusive a Saxônia e a Bavária, com as únicas e notáveis exceções da Prússia e da Áustria.

Vassalos humilhados reiteradamente pelo Imperador dos franceses deveriam aceitar as mercadorias francesas em condições preferenciais e cortar seu comércio com a Inglaterra. Iriam mais tarde, em 1812, fornecer ao Grande Exército de Napoleão 120 mil soldados que iriam engrossar suas fileiras na guerra contra a Rússia.

Tomando consciência da existência real dessa nova conjuntura institucional, o imperador da Áustria Francisco I abole o velho título imperial, herança de Oto I.

Sem perdurar também por muito tempo, o novo império da Áustria, essencialmente implantado na bacia do Danúbio e em torno de Viena, conheceria belos tempos antes de desaparecer um século depois, como consequência do resultado da I Guerra Mundial.

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