Em meio à tensão, Rússia faz teste "rotineiro" com míssil intercontinental

Casa Branca diz que foi avisada sobre exercício militar e que não há violações de tratados internacionais

Redação

Em meio à escalada de tensão na Ucrânia, a Rússia realizou nesta terça-feira (04/06) teste de lançamento de um míssil balístico intercontinental de última geração. O movimento militar de Moscou, entretanto, não foi mal recebido pelos EUA. Washington disse que já havia recebido aviso de Moscou sobre o lançamento muito antes da crise na Ucrânia se intensificar.

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Agência Efe

Teste com míssil estratégico acontece em meio à escalada de tensão na Ucrânia, com a presença de tropas russas na Crimeia

“Foi um lançamento rotineiro e notificado previamente”, disse Caitlin Hayden, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca. Ela assegurou que o lançamento foi realizado seguindo os protocolos requeridos pelo tratado de não-proliferação New Start, assinado entre Rússia e EUA em 2010.

O lançamento ocorreu no polígono militar de Kapustin Yar, na região de Astrajan, na parte europeia da Rússia, informaram as autoridades russas.

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"O míssil de teste atingiu com a precisão programada um alvo assinalado no polígono de Sari-Shagan (Cazaquistão)" explicou o porta-voz do Ministério de Defesa russo para as tropas de Mísseis Estratégicos, Igor Yegorov.

O lançamento coincide com a visita a Kiev do secretário de Estado americano, John Kerry, que — além de oferecer empréstimo econômico de US$ 1 bilhão — condenou a intervenção da Rússia na Crimeia e acusou Moscou de buscar um pretexto para enviar tropas à Ucrânia.

Os mísseis Topol, que entraram em serviço das Forças Estratégicas de Mísseis da União Soviética em 1988, têm três períodos, funcionam com combustível sólido e podem abater alvos a distâncias de até 10 mil quilômetros.

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A Rússia confia que os mísseis balísticos intercontinentais Topol e Bulava — ainda em fase de testes e que serão instalados em submarinos nucleares de última geração — lhe permitam manter a paridade nuclear com os Estados Unidos pelo menos durante o próximo meio século.

(*) Com informações da Agência Efe

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