Cadela italiana condenada à morte na Dinamarca quase gera crise diplomática, mas é 'perdoada' pela Justiça

Com decisão da Justiça dinamarquesa, Iceberg, uma dogo argentina, poderá voltar a território italiano; raça é proibida no país escandinavo, mas atravessou fronteira sem problemas

ANSA

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Uma cadela da raça dogo argentino, que havia sido condenada à morte na Dinamarca, recebeu uma "graça" judicial e poderá retornar a seu país, a Itália, pondo fim a um episódio que quase abriu uma crise diplomática entre os dois países.

Chamada de Iceberg, a cadela havia entrado na nação escandinava com seu dono, o chef de cozinha Giuseppe Perna, natural da província de Avellino, no sul da Itália, e tinha todos os documentos em ordem. Após ter passado pela alfândega sem problemas e já vivendo plenamente em solo dinamarquês, a dogo argentino se envolveu em uma briga com outro cão e acabou confiscada pela Polícia.

Naquele momento, Perna, transferido recentemente para Copenhague, descobriu que a raça é proibida na Dinamarca por ser considerada "muito perigosa" e que seu animal de estimação seria sacrificado. O chef então deflagrou uma batalha judiciária ao lado de entidades ambientalistas italianas para salvar a vida de Iceberg.

A mobilização envolveu o partido Federação dos Verdes - que fez uma petição com 340 mil assinaturas -, a Entidade Nacional para a Proteção dos Animais (Enpa) e até uma deputada, a conservadora Michela Vittoria Brambilla. Com a campanha, a Enpa foi recebida pela Embaixada da Dinamarca em Roma e fez um apelo pela cadela.

Reprodução/Facebook

Iceberg e o dono, Guiseppe Perna: cadela poderá voltar à Itália

O resultado dos esforços chegou nesta quarta-feira (28/06), quando o ministro do Meio Ambiente do país escandinavo, Esben Lunde Larsen, anunciou que Iceberg poderá voltar à Itália. "Essa é uma grande vitória, agradeço aos milhões de italianos que ficaram do lado de Giuseppe e seu cão", comemorou a presidente da Enpa, Carla Rocchi.

O desfecho do caso também foi celebrado pelo ministro das Relações Exteriores da Itália, Angelino Alfano, que criticou pessoas que haviam ironizado seu interesse pelo caso. "Agradeço àqueles que apoiaram essa causa e convido aqueles que são céticos de carreira ou fazem das ironias inúteis o próprio hobby a se alegrar com a alegria de quem está feliz porque o cão foi salvo", escreveu.

A raça dogo argentino é criada para o combate, consegue capturar animais de grande porte, como javalis, e seu peso costuma girar entre 40 e 45 kg.

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