Em novo dia de ataques de Israel, Gaza registra pelo menos duas mortes e 417 pessoas feridas

Ministério da Saúde de Gaza informou que vítimas sofreram impactos de balas e sufocamento por inalação de gases lacrimogêneos

Redação (*)

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Dois manifestantes morreram nesta terça-feira (15/05) por ferimentos a bala causados pelas Forças Armadas israelenses durante protestos que marcavam o 70º aniversário do Dia da Nabka, que relembra o exílio forçado a que o povo palestino foi submetido após a criação do Estado de Israel. A informação é do Ministério da Saúde de Gaza.

Além disso, 417 pessoas foram feridas por balas disparadas pelos agentes e pela inalação de gás lacrimogêneo, lançados do posto de controle de Ramallah.

A primeira vítima foi um homem de 51 anos identificado como Naser Ghorab, que foi atingido por disparos ao leste de Bureji, na parte central da Faixa de Gaza.

A Palestina já estava em luto oficial de três dias e em greve geral por conta da morte de 60 manifestantes por soldados israelenses na segunda-feira (14/05). “Hoje [segunda] foi um dos dias mais violentos, o qual mostra o nível de crueldade de Israel com nosso povo”, disse o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

Reação internacional

Reprodução/Twitter/Nasser Atta

Novos protestos foram registrados em Ramallah; ao menos dois morreram

Os ataques israelenses foram criticados por organismos internacionais e outros países. O Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos afirmou nesta terça-feira (15/05) que Israel ignorou a lei internacional sobre o uso da força ao atacar palestinos na cerca com Gaza.

“As regras para uso da força sob a lei internacional foram repetidas muitas vezes, mas parecem ser ignoradas repetidamente. Parece que qualquer um pode ser morto ou ferido: mulheres, crianças, imprensa, equipes de primeiros socorros, passantes ou qualquer um que esteja a até 700 metros da cerca”, afirmou o órgão, pelo Twitter, se referindo a Israel.

Em entrevista a repórteres em Genebra, o porta-voz do Escritório, Rupert Colville, explicou, segundo o Guardian, que as leis internacionais deixam claro que “força letal só pode ser usado como último, não como primeiro recurso”.

“O simples fato de se aproximar de uma cerca não é um ato letal ou que coloca risco de vida, de modo que isso não dá autorização para alguém ser baleado”, afirmou. “Não é aceitável dizer que ‘é o Hamas e, por isso, está tudo bem’.” Israel e Estados Unidos dizem que a violência na cerca é causada pelo grupo, a quem consideram ser uma organização terrorista.

A África do Sul retirou seu embaixador de Tel Aviv, uma ação de alta voltagem diplomática que expressa forte descontentamento com os atos de Israel. A Irlanda chamou o embaixador israelense em Dublin para dar explicações.

(*) Com teleSUR

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