Senado dos EUA recebe processo de impeachment de Trump

Julgamento contra o presidente norte-americano deve começar na terça-feira (21/01); Trump é acusado por abuso de poder e obstrução do Congresso

O Senado dos Estados Unidos recebeu nesta quinta-feira (16/01) o processo de impeachment contra o presidente norte-americano, Donald Trump, e adotou as medidas formais para avaliar o processo no qual o mandatário é acusado por abuso de poder e obstrução do Congresso. 

Na quarta-feira (15/01), a Câmara de Representantes do país, de maioria democrata, aprovou o pedido de impeachment por 228 votos a favor e 193 contra e enviou o processo ao Senado, que iniciou os ritos para a realização do julgamento que pode tirar Trump do poder. O julgamento político pelos senadores deve começar no próximo dia 21 de janeiro. 

Durante a cerimônia, os 100 senadores norte-americanos, encarregados de julgar o pedido de afastamento do presidente dos EUA, prestaram juramento diante do presidente da Suprema Corte, John Roberts.

O presidente do comitê de Inteligência e Justiça, Adam Schiff, foi o responsável pela abertura da fase processual do caso, que foi iniciada com a leitura dos termos pelo deputado.  


FORTALEÇA O JORNALISMO INDEPENDENTE: ASSINE OPERA MUNDI


Ainda na quarta-feira, a líder democrata da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, assinou a ata de acusação durante cerimônia solene. "Hoje entramos na história. Este presidente precisa assumir sua responsabilidade", afirmou, ressaltando que "ninguém está acima da lei".

Architect of the Capitol
Julgamento do impeachment deve começar no próximo dia 21 de janeiro

Mais cedo, a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou o envio de duas acusações contra o republicano ao Senado e que foi chancelada uma resolução que nomeia sete congressistas para o time de acusação.

A expectativa é de que o processo não dure mais de duas semanas e termine antes do início das primárias democratas, que começam em 3 de fevereiro, mas não há um prazo máximo definido.

Acusação

Trump é acusado de ter pressionado o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a anunciar uma investigação contra Joe Biden, pré-candidato à Casa Branca e cujo filho, Hunter, foi conselheiro de uma empresa ucraniana de gás, a Burisma. 

Para alcançar seu objetivo, o magnata teria congelado uma ajuda militar de quase US$ 400 milhões a Kiev. Em um telefonema em 25 de julho, Trump pediu para Zelensky investigar os Biden, mas não mencionou a ajuda militar, que estava bloqueada na época. 

Trump também é acusado de obstrução do Congresso por ter instruído membros do governo a não colaborarem com o inquérito na Câmara. A Constituição dos EUA estabelece que um presidente pode ser removido do cargo por "traição, propina ou outros crimes e contravenções graves".

(*) Com Ansa.

Comentários