Sexta-feira, 17 de abril de 2026
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Centrais sindicais argentinas se uniram nesta sexta-feira (29/04) em Buenos Aires para protestar contra as políticas do governo de Mauricio Macri e pedir soluções para a crise que afeta os trabalhadores do país. Cerca de 350 mil pessoas participaram do protesto, segundo os organizadores.

O ato marcou o primeiro protesto sindical unificado no governo Macri das cinco centrais peronistas historicamente divididas: as três CGTs (Confederação Geral do Trabalho da Argentina – Alsina, Azopardo, e Azul e Branca), e duas CTAs (Central de Trabalhadores da Argentina – Autônoma e dos Argentinos). O protesto também teve adesão de vários partidos e organizações sociais. 

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Agência Efe

Manifestação reuniu cinco centrais sindicais, que protestaram contra políticas implementadas pelo governo de Mauricio Macri

Em frente ao Monumento ao Trabalho, representantes das centrais sindicais leram uma carta elaborada pelas cinco entidades.

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De acordo com o texto, o povo argentino vê com “preocupação” as medidas econômicas implantadas pelo governo da coalizão Cambiemos, do presidente Mauricio Macri, que se caracterizam pela “aceleração da inflação” e “transferência do custo [da crise] para as costas dos trabalhadores”.

As centrais criticam os setores do governo que estariam convencidos de que vão criar empregos com “medidas de estrita ordem financeira”. “Acreditamos que [essas políticas] são o regresso a receitas que tiveram tristes consequências”.

“Quem se beneficia com isso?”, questiona o documento.  “As empresas monopólicas de alguns setores e o setor financeiro”, acrescenta.

“Esse não é um ato contra o governo, é um ato a favor dos trabalhadores”, disse o secretário-geral da CGT Azopardo, Hugo Moyano. “Mas o que se puser na frente dos trabalhadores iremos enfrentar”, declarou.

Para entidades, medidas transferem 'o custo [da crise] para trabalhadores'; manifestação foi a primeira a unificar as cinco centrais peronistas

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As entidades respaldaram o projeto de lei de emergência ocupacional aprovado nesta quinta-feira (28/04) no Senado e que proíbe demissões de trabalhadores dos setores público e privado por seis meses. A medida será votada na Câmara dos Deputados na próxima semana.

“Se o governo vetar a lei de emergência laboral vai haver conflito, porque vamos radicalizar a luta e, se não escutarem, haverá paralisações também”, disse o secretário-geral da CTA Autônoma, Pablo Micheli.

Entre dezembro de 2015 (início do governo Macri) e março deste ano houve 141.542 demissões, de acordo com um informe do CEPA (Centro de Economia Política Argentina). Desse total, 52% correspondem a trabalhadores do setor privado e 48% de funcionários de empresas públicas.

As centrais pediram também respeito ao direito de greve sem que a polícia seja acionada, e a não interferência governamental nos sindicatos.