Sexta-feira, 4 de setembro de 2026
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Atualizada às 13h12

O primeiro-ministro britânico David Cameron anunciou nesta segunda-feira (11/07) que vai antecipar sua renúncia ao cargo – prevista somente para setembro – para esta quarta (13/07). Assim, ele abre caminho para que Theresa May, até agora sua ministra do Interior, assuma o posto.

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Agência Efe

Theresa May em frente à sede do governo britânico: com renúncia de Cameron, ela deve assumiur cargo na quarta-feira

May se tornou a provável líder do Partido Conservador após a desistência da secretária de Estado de Energia e Mudança Climática, Andrea Leadsom, em disputar a liderança. Como a agremiação tem maioria no Parlamento, o líder do partido acaba se tornando o primeiro-ministro do país.

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Cameron renunciou à liderança do partido (e ao posto de primeiro-ministro) em 24 de junho, um dia após o plebiscito em que a população britânica decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia, no processo que ficou conhecido como “Brexit”.

Atual ministra do Interior vai assumir cargo após desistência de Andrea Leadsom na disputa pela liderança do Partido Conservador

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A primeira mulher a assumir o cargo de premiê foi Margaret Thatcher, também do Partido Conservador, que liderou a região entre 1979 e 1990.

Como foi a renúncia

Após a desistência de Leadsom, Cameron convocou a imprensa e fez um pronunciamento em frente à sede do governo, o número 10 de Downing Street, em Londres.

“Nós não vamos ter uma campanha prolongada para a eleição da liderança. (…) Obviamente, com essas mudanças, nós não precisamos ter um tempo de transição prolongado. Então, amanhã [terça-feira] irei comandar minha última reunião de gabinete. Na quarta, vou participar [da sessão] da Câmara dos Comuns para o questionamento ao primeiro-ministro. Logo depois, espero ir ao Palácio [de Buckingham, onde mora a rainha Elizabeth II] e oferecer minha renúncia, então teremos uma nova primeira-ministra naquele prédio [apontando para Downing Street 10] atrás de mim na noite de quarta-feira”, afirmou.

O líder dos Liberais Democratas, Tim Farron, pediu eleições antecipadas. “Apenas 13 meses após a última eleição os Conservadores jogaram o Reino Unido no caos. É simplesmente inconcebível que Theresa May deva ser coroada primeira-ministra sem ao menos ter ganhado uma eleição no seu próprio partido, ou mesmo no país. Deve haver uma eleição [geral]”, afirmou, em nota.

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