Sexta-feira, 12 de dezembro de 2025
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O presidente chinês Xi Jinping disse que a China irá doar dois bilhões de doses de vacinas contra a covid-19 até o fim de 2021. A declaração foi feita em discurso na 76ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (21/09). 

Jinping também declarou que o governo doará US $100 milhões para o consórcio Covax Facility, parceria global para acesso equitativo aos imunizantes, e mais 100 milhões de doses de vacinas para países em desenvolvimento. 

O mandatário ainda enfatizou a necessidade de tornar as vacinas um bem público global e garantir a acessibilidade de imunizantes em países em desenvolvimento. 

“A vacinação é nossa arma poderosa contra a covid-19”, disse o chinês, prometendo ainda US$3 bilhões adicionais em assistência internacional nos próximos três anos para apoiar países na resposta à pandemia e na promoção da recuperação econômica e social.

Em discurso, JInping declarou que “um mundo de paz e desenvolvimento” deve abranger “civilizações de várias formas e deve acomodar diversos caminhos para a modernização”. O dirigente disse ainda que a democracia “não é um direito especial reservado a um país individual, mas um direito que as pessoas de todos os países podem desfrutar”

Em discurso na 76ª Assembleia Geral, presidente chinês reforçou necessidade de tornar os imunizantes um bem público global

Reprodução

‘Sucesso de um país não significa necessariamente o fracasso de outro país’, afirmou o mandatário

Para ele, as disputas entre os países “precisam ser tratadas por meio do diálogo e da cooperação”. Sem mencionar os Estados Unidos, o mandatário declarou que “a intervenção militar de fora e a chamada transformação democrática não acarretam nada além de danos”. 

Horas antes, o presidente norte-americano Joe Biden disse que não tinha nenhuma intenção de iniciar uma “nova Guerra Fria”, em clara referência à China. 

“O sucesso de um país não significa necessariamente o fracasso de outro país, e o mundo é grande o suficiente para acomodar o desenvolvimento comum e o progresso de todos os países”, acrescentou. 

Sobre o compromisso da China de enfrentar a crise climática, Jinping disse que o país se esforçará para alcançar a neutralidade de carbono antes de 2060 e, junto com o desenvolvimento de energia verde e de baixo carbono, não construirá nenhuma nova usina a carvão no exterior.