Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Atualizada às 21h.

O Conselho da Internacional Socialista decidiu expulsar o partido Frente Sandinista pela Libertação Nacional da Nicarágua de sua composição e manifestou apoio à Assembleia Nacional venezuelana e ao deputado da oposição Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino do país.

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Em reunião ocorrida nesta terça-feira (29/01) em Santo Domingo, capital da República Dominicana, o conselho justificou o apoio à oposição venezuelana por considerar que houve “falta de credibilidade democrática” nas eleições de maio passado que reelegeram o presidente Nicolás Maduro com mais de 67% dos votos.

Segundo documento aprovado ao término da reunião, a IS, que também defendeu a realização urgente de novas eleições como única maneira de avançar no país, acredita que Guaidó pode “conduzir uma transição para a democracia, apoiada na legítima Assembleia Nacional”. 

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O conselho também se posicionou afirmando que as novas eleições precisariam “ser vigiadas por uma nova autoridade eleitoral plenamente independente e imparcial”.

Por sua vez, a expulsão dos sandinistas, partido eleito democraticamente que governa a Nicarágua, foi justificada por “violações de direitos humanos e valores democráticos” durante os protestos contra o presidente Daniel Ortega. “O socialismo é incompatível com a tirania”, afirmou a IS.

O Partido Socialista Operário Espanhol, que é membro da Internacional Socialista, anunciou a decisão por meio de seu Twitter: “O Conselho da Internacional Socialista na República Dominicana decidiu expulsar a FSLN da organização pelas violações aos direitos humanos e dos valores democráticos cometidos pelo regime de Daniel Ortega”.

Crise venezuelana

Na última quarta-feira (23/01) o deputado do partido de direita Voluntad Popular, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente interino da Venezuela durante um comício com militantes da oposição onde foi simulado uma cerimônia de posse e um juramento.

Em uma tentativa de golpe de Estado, o parlamentar foi reconhecido por governos como o dos Estados Unidos, Brasil, Colômbia e Canadá. 

Nesta quinta-feira (31/01), o Parlamento Europeu também manifestou apoio a Guaidó.

Segundo a IS, Guaidó pode "conduzir uma transição para a democracia, apoiada na legítima Assembleia Nacional"; em uma tentativa de golpe de Estado, parlamentar foi reconhecido por governos como o dos EUA e Brasil

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Frente Sandinista de Libertação Nacional foi eleita democraticamente e governa a Nicarágua