Quarta-feira, 17 de junho de 2026
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Milhares de professores cercaram os arredores dos principais canais de televisão na Cidade do México, em protesto iniciado nesta terça-feira (27/08) contra uma reforma educacional, para exigir tempo nos meios de comunicação para divulgar suas propostas.

Os docentes bloquearam os acessos à Televisión Azteca e a Televisa e também importantes avenidas da capital mexicana.

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Os professores exigem que os canais deem tempo na televisão mexicana para explicar suas propostas sobre as normas regulamentares da reforma educativa e sua rejeição à Lei do Serviço Profissional Docente.

Essa é uma das normas secundárias à reforma educacional promulgada em fevereiro pelo presidente do México, Enrique Peña Nieto, e estabelece a avaliação como o principal instrumento para ingresso, permanência e promoção dos professores em vagas do sistema de educação pública.

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Docentes já haviam bloqueado nesta semana acessos a embaixadas e ao aeroporto da capital

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Os educadores bloquearam na segunda-feira (26/08) durante horas os acessos às embaixadas da Espanha, dos Estados Unidos e da França na capital mexicana para cobrar que sua opinião seja levada em conta. E também fecharam durante horas os acessos ao aeroporto da capital, o que afetou a chegada e a saída dos viajantes.

Os manifestantes cercaram semana passada a sede da Câmara dos Deputados e do Senado, o que fez com que os legisladores se refugiassem em um centro de negócios para debater uma série de iniciativas no período extraordinário.

Entre essas iniciativas existem propostas de três leis regulamentares em matéria educativa, que permitirão a aplicação da emenda constitucional.

A Coordenadora Nacional de Trabalhadores da Educação (CNTE), que controla grande parte do setor educativo, disse que uma das propostas, a Lei de Serviço Docente, foi retirada da agenda do período extraordinário, mas as outras duas foram aprovadas pelos deputados na quinta-feira e pelos senadores na sexta-feira.