A Europa por um fio (de azeite)

A solução para a crise: azeite de oliva

Carolina de Assis

Imagem via Wikimedia Commons

O que Grécia, Itália e Espanha têm em comum? Se você pensou "crise econômica" ou "altas taxas de desemprego", você não está completamente errado. Mas para a empresa de consultoria Mc Kinsey, há algo mais a unir os quatro países, e que pode inclusive ajudá-los a sair do buraco: o azeite de oliva.

Segundo o site da revista italiana Studio, o relatório intitulado "Greece 10 Years Ahead: Defining Greece's New Growth Model and Strategy", publicado pela Mc Kinsey em março deste ano, sugere que Atenas invista nos produtos típicos para superar a crise. Apostar na marca "Grécia", dando atenção ao "branding" e à embalagem dos produtos e promovendo principalmente o "vínculo com o território" é o modelo de negócios que a consultoria aconselha ao país. Criar uma empresa - "Greek Foods Company" - semipública ou privada, que venda azeite de oliva e produtos típicos no mercado internacional, investindo no marketing; focar nos mercados mais interessantes, como Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido (escolhidos através de critérios como presença de cidadãos de origem grega e fluxo de turistas da e para a Grécia); criar uma faculdade de Agronomia importante e um instituto para tutelar a marca 'Made in Greece', são algumas das medidas que, se adotadas, poderiam injetar seis bilhões de euros na economia grega pelos próximos dez anos, e criar 120 mil novos empregos. 

Assim como a zona do euro, o azeite de oliva também não tem vivido bons momentos nos últimos anos: em 2005, uma tonelada do produto era vendida por 4800 euros, mais do que o dobro dos 2300 euros atuais. Espanha, Itália e Grécia são os maiores produtores mundiais, com 70% da produção, e são portanto os países mais afetados pela desvalorização, que pode ser explicada tanto pela queda no consumo (causada também pela própria crise, em um círculo vicioso) e também por uma colheita particularmente produtiva na Espanha, onde os preços do azeite caíram em 12%, na Grécia, 5%, e na Itália, vertiginosos 38%.

E até nisso a Comissão Europeia interferiu nos últimos meses, congelando 100 mil toneladas de azeite produzidas por Grécia, Itália e Espanha durante 18 meses e finalmente retirando-as do mercado para evitar que o preço caísse ainda mais. Como comenta a Studio, é sabido que em Bruxelas e em Frankfurt, respectivamente sede da União Europeia e do Banco Central Europeu, a dieta mediterrânea é muito apreciada.

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Fonte: Studio (em italiano)

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