Proposta de Israel para a paz é capitulação palestina

Enquanto Israel mantiver a ocupação ilegal dos territórios palestinos, eles têm toda razão de reivindicar o direito à resistência

A sina das palavras mais generosas é a promiscuidade. Até os interesses mais perniciosos buscam se camuflar com discursos pela justiça, a democracia e a paz.

Quando o governo de Netanyahu condiciona uma possível e futura liberação do bloqueio em Gaza à desmilitarização do Hamas, o que coloca sobre a mesa é um objetivo sórdido: consolidar nas mãos de Israel o monopólio da violência e da capacidade de defesa. Este discurso é típico dos Estados coloniais.

A retórica francesa sobre o Vietnã e a Argélia, por exemplo, não era diferente. As forças que lutavam pela auto-determinação eram “terroristas” e o conceito de paz se circunscrevia à capitulação dos rebeldes. A lógica da dominação colonial, afinal, é a supremacia.

A paz justa é um movimento espelhado, baseada em direitos iguais. O Estado palestino deve ter as mesmas garantias de existência que Israel, tanto políticas e econômicas quanto territoriais e de defesa. Quando as armas se calam por submissão de uma das partes, a paz passa a ser instrumento de poder.

Mas este não é o único problema. A principal questão é que, enquanto Israel mantiver a ocupação ilegal dos territórios da Cisjordânia e o cerco contra Gaza, os palestinos têm toda razão de reivindicar o direito à resistência, por todos os meios que estiverem ao alcance de suas mãos.

Não há paz quando o povo colonizado abaixa os braços, apenas quando o Estado colonial renuncia à expansão ilegal. Quem acredita que a paz se resume ao silêncio dos canhões de guerra, faz o jogo da direita sionista, de forma consciente ou desavisada.

Wikileaks: Israel trabalha para estrangular economia de Gaza, mostram telegramas

25 verdades sobre el asedio de Gaza por Israel

Israel pede ajuda de parlamentares dos EUA para se defender de acusações de crimes de guerra

 

Leia Mais

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Outras Notícias

PUBLICIDADE
X

Assine e receba as últimas notícias

Destaques

Publicidade

Promoção 100 livros para os 100 anos da Revolução

Promoção 100 livros para os 100 anos da Revolução

Inspirada pela Revolução Russa, a Alameda Casa Editorial fez uma seleção de 100 livros com desconto de 20% e frete grátis. São livros que tratam da sociedade capitalista, do mercado de trabalho, do racismo, do pensamento marxista, das grandes depressões econômicas, enfim: do pensamento social que, direta ou indiretamente, foi influenciado pela revolução dos trabalhadores de 1917. Aproveite.

Leia Mais

O melhor da imprensa independente

PUBLICIDADE

A revista virtual
desnorteada

Mais Lidas

Últimas notícias

China mantém crescimento acima da meta anual

Expansão de 6,8% da segunda maior economia do mundo no terceiro trimestre fica ligeiramente abaixo da alta no restante do ano; presidente afirma que perspectivas são "brilhantes", mas que país enfrenta "sérios desafios"