Ao bombardear a Síria, Trump ameaça a humanidade

Primeira conclusão a tirar do trágico acontecimento é a de que o atual ocupante da Casa Branca é um irresponsável. Mas convém não esquecer que Trump atua como instrumento de uma máquina de guerra, de interesses econômicos e políticos

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Ao bombardear a Síria, os EUA colocam a humanidade à beira de uma guerra apocalíptica cujo desfecho poderia ser o fim da humanidade.
 

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O ataque com mísseis contra uma base aérea síria na província de Homs foi lançado a partir de navios da US Navy baseados na base naval de Rota, na Espanha.
 
O presidente sírio, Bassar Al Assad, já tinha negado qualquer responsabilidade no bombardeio com armas químicas e reafirmou a condenação dessa ação terrorista.
 
Nos Estados Unidos, destacados membros do Congresso, republicanos e democratas, apoiaram a iniciativa de Trump.

Agência Efe

O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou ataque contra a Síria na madrugada desta sexta-feira
 
Na véspera, Hillary Clinton tinha sugerido que os Estados Unidos bombardeassem a Síria. Recorde-se que ela é partidária do recurso a armas nucleares, tal como a maioria dos generais do Pentágono.
 
Na Europa, a França, o Reino Unido, a Alemanha, a Espanha e os governos de outros de países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) apressaram-se a manifestar o seu apoio ao ataque armado à Síria.
 

Anotações sobre o ataque dos EUA contra a Síria

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, condenou com veemência a agressão dos EUA a um Estado soberano, a partir de um pretexto inventado. Anunciou a suspensão do acordo de cooperação com os EUA sobre a prevenção de acidentes no espaço aéreo e pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. O Irã também condenou a agressão.
 
A China, cujo presidente se encontra de visita aos EUA, limitou-se a uma declaração ambígua.
 
A primeira conclusão a tirar do trágico acontecimento é a de que o atual ocupante da Casa Branca é um irresponsável, um tresloucado. O fato de ter sido eleito e a popularidade que o envolve são esclarecedores da decadência de uma sociedade para a qual o dinheiro é um valor supremo.

Mas convém não esquecer que Trump atua como instrumento de uma máquina de guerra, de interesses econômicos e políticos e de um sistema midiático perverso e poderosíssimo.
 
O bombardeio criminoso da Síria abre uma crise cujo desfecho pode ser uma nova guerra mundial, uma crise que põe em causa a continuidade da humanidade.
 
*Publicado originalmente em odiario.info, versão online de O Diário, jornal ligado ao Partido Comunista português que circulou em Lisboa entre 1976 e 1990. Miguel Urbano Rodrigues, histórico jornalista e militante comunista português, foi o diretor de redação da versão impressa de O Diário até 1985.
 
 

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