Aula Pública Opera Mundi: Qual o futuro da relação bilateral entre Brasil e China?

Professora da UFABC, Ana Tereza de Souza apresenta panorama sobre as relações e aumento das negociações comerciais entre os dois países

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Professora UFABC falou sobre a intensificação das relações comerciais entre Brasil e China

A partir da década de 1970, as relações comerciais entre o Brasil e a China começaram a se intensificar. Este processo ganhou ainda mais força entre o final do governo de Fernando Henrique Cardoso e o início do governo Lula, ajudando o Brasil a ganhar maior relevância econômica e política no cenário internacional. Esta é uma das análises feitas por Ana Tereza de Souza, mestre em ciências sociais, doutora em relações internacionais e professora da Universidade Federal do ABC (UFABC), ao responder a pergunta: Qual o futuro da relação bilateral entre Brasil e China?


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A China é a maior parceira comercial do Brasil desde 2009. Só em 2017, 25% das exportações brasileiras foram destinadas ao país asiático. De 2013 até 2017, o governo chinês formulou cerca de 235 projetos de investimento para o Brasil. Dentre eles, 80 foram concretizados, gerando um investimento de mais de 45 bilhões de dólares. Para a professora, este processo de aproximação também foi politicamente relevante, uma vez que ajudou o Brasil “a ter mais voz no exterior”.

Veja o primeiro bloco, onde a professora Ana Tereza de Souza fala da relação bilateral entre Brasil e China

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No segundo bloco, a professora Ana Tereza de Souza responde perguntas dos estudantes da Universidade Federal do ABC


Já para a China, segundo a professora, há o interesse de garantir os recursos necessários para a continuidade de seu processo de crescimento econômico, o que serviu para que o país passasse a adotar uma postura de intensificação nas negociações com países sul-americanos, entre eles o Brasil.

Para ela, o país asiático “busca assegurar esses recursos para continuar a crescer. Ela busca assegurar mercados para suas exportações, principalmente de bens manufaturados, que ultimamente vem, paulatinamente, aumentando seu valor agregado. Busca assegurar mercados para que suas empresas passem por um processo de amadurecimento. Então os mercados emergentes, os mercados do sul são importantes para a China nesse sentido”. 

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