Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
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Vacina da AstraZeneca contra covid-19 tem 79% de eficácia contra casos sintomáticos, diz estudo

Estudo ocorreu nos EUA, Chile e Peru e incluiu 32.449 voluntários na fase 3 de testes clínicos; imunizante obteve 100% de eficácia em evitar casos graves

Vacina da AstraZeneca contra covid-19 tem 79% de eficácia contra casos sintomáticos, diz estudo

A vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca teve 79% de eficácia na prevenção de casos com sintomas em estudos realizados com mais de 32 mil voluntários nos Estados Unidos, Chile e Peru, informaram os pesquisadores da farmacêutica e da instituição nesta segunda-feira (22/03).

Além disso, o imunizante obteve 100% de eficácia em evitar casos graves da doença, ou seja, evitou hospitalizações. A vacina ainda evitou 80% dos episódios sintomáticos nas pessoas com mais de 80 anos e nenhum caso de trombose ou coágulos foram detectados nos voluntários.

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O estudo incluiu 32.449 voluntários na fase 3 de testes clínicos, sendo que metade recebeu a vacina AZD 1222 (ou Covidshield) e a outra parte tomou um placebo.

Nenhum problema de segurança foi constatado e 141 pessoas contraíram o coronavírus Sars-CoV-2.

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Ainda conforme a farmacêutica e a instituição de ensino, cerca de 20% dos voluntários tinham mais de 65 anos – corrigindo um erro que houve no primeiro estudo clínico, onde ocorreu a demora de inclusão de pessoas nessa faixa etária no Brasil e no Reino Unido.

A ausência de dados robustos entre os idosos fez, inclusive, que alguns países europeus não aprovassem de imediato a aplicação da vacina nesse público.

Estudo ocorreu nos EUA, Chile e Peru e incluiu 32.449 voluntários na fase 3 de testes clínicos; imunizante obteve 100% de eficácia em evitar casos graves

Wikicommons

Estudo ocorreu nos EUA, Chile e Peru e incluiu 32.449 voluntários na fase 3 de testes clínicos

A nota divulgada pontua também que a “administração da segunda dose com um intervalo mais longo do que quatro semanas pode aumentar a eficácia e acelerar o número de pessoas que podem receber a primeira dose”. Atualmente, no Brasil, é dado um espaço de até 12 semanas entre a aplicação de cada uma das doses com base em estudos preliminares da própria Oxford.

O pesquisador-chefe do teste, Andrew Pollard, ressaltou que “esses resultados são uma grande notícia que mostra a notável eficácia da vacina em uma população nova e são coerentes com os estudos anteriores conduzidos pela Universidade de Oxford”.

“Podemos esperar um impacto forte contra a covid-19 em todas as idades e para pessoas de qualquer local com o uso difundido da vacina”, acrescentou.

A vacina da Oxford/AstraZeneca já é usada em dezenas de países no mundo e é a primeira a ser distribuída de maneira mais intensa pelo consórcio Covax Facility, da Organização Mundial da Saúde.

*Com Ansa

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