Presidente do TSE da Bolívia rechaça acusações de fraude em eleições

'Como é possível que nos digam que houve fraude?', questionou María Eugenia Choque; governo pediu que OEA realize auditoria da apuração

A presidente do Tribunal Supremo Eleitoral da Bolívia, María Eugenia Choque, rebateu nesta terça-feira (22/10) as acusações e fraude feitas pela oposição e afirmou que "não há nada para esconder".

"Este processo está supervisionado e administrado por uma auditoria, não por nós, mas sim por uma empresa e a empresa também nos dirá se esses resultados são fraudulentos. Senhoras e senhores, [os resultados] não são fraudulentos porque eles estão apresentados e cada um dos cidadãos e organizações políticas nos acompanharam", disse Choque.

A presidente do TSE ainda questionou: "como é possível que nos digam que houve fraude?". "Não escondemos nenhuma informação para que hoje falem de fraude. Não há nada para esconder. Deveriam deixar as especulações de lado", afirmou.


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Choque ainda condenou a violência utilizada durante protestos de militantes opositores e destacou que vários pontos de trabalho do TSE foram vandalizados. "Condenamos a violência, condenamos o ataque ao patrimônio do Estado boliviano", disse.

ABI
'Como é possível que nos digam que houve fraude?', questionou María Eugenia Choque

Por sua vez, o Órgão Eleitoral Plurinacional (OEP) também se manifestou sobre as acusações e a violência da oposição e pediu "à população boliviana a manter o clima de paz enquanto se desenvolvem as apurações das eleições de domingo".

Auditoria

O governo da Bolívia solicitou nesta terça-feira à Organização dos Estados Americanos (OEA) que realize uma "auditoria especial" da apuração dos votos das eleições gerais realizadas no último domingo (20/10).

"Entregamos a nota oficial ao secretário da OEA, Luis Almagro, em Washington. Estamos solicitando que seja realizada uma auditoria especial, uma verificação de uma a uma das tas de votação do último 20 de outubro", anunciou o chanceler boliviano Diego Pary.

O ministro das Relações Exteriores ainda garantiu que será o próprio órgão internacional, "em função de sua disponibilidade técnica, seus recursos, que decidirá quando iniciar este processo, mas estamos solicitando com base na transparência que se possa iniciar o mais breve possível".

Na noite desta segunda-feira (21/10) após o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) anunciar a retomada da contagem rápida dos votos e o atual presidente Evo Morales aparecer como favorito a vencer no primeiro turno, o principal candidato da oposição, Carlos Mesa, anunciou que não reconheceria os resultados, chagando a acusar fraude na apuração.

Grupos opositores, então, foram às ruas e cometeram diversos atos de vandalismo. Pontos de apuração foram incendiados, prédios destruídos e funcionários públicos ameaçados.

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