Antônio Augusto: diálogo com um bolsominion

Bolsominions empedernidos são avessos; mais, totalmente antagônicos a qualquer tipo de diálogo. Mudam de assunto, pulam de um chavão a outro, gritam os memes das fakes news do WhatsApp

Antônio Augusto

São Paulo (Brasil)

Reconheço, o título acima é impróprio.

Bolsominions empedernidos são avessos; mais, totalmente antagônicos a qualquer tipo de diálogo. Mudam de assunto, pulam de um chavão a outro, gritam os memes das fakes news do WhatsApp.

Claro, há apoiadores de Bolsonaro, gente atrasada politicamente, com quem devemos ter paciência, calma, procurá-los fazer avançar, mostrar que seus interesses são opostos às ações desastrosas deste governo.

Um bolsominion, dos empedernidos, mas do meu círculo de relações, resolveu me provocar. Postou notícia sobre cirurgia realizada em São José do Rio Preto, em que os médicos operaram a deformação congênita de um feto na barriga da mãe.

Ele mandou essa: Eu quero saber se os médicos cubanos que a esquerdalha defende, conseguem fazer isto. O erro de pontuação da frase não passa de vírgula quando se trata da "cultura" bolsominion.

Respondi: Cuba tem numerosas conquistas na Medicina, por exemplo, foi o primeiro país a conseguir garantir que bebês, filhos de mães com aids, estariam seguramente imunes a essa doença, impedindo que o vírus das mães fosse transmitido aos nascituros.

Cuba também tem índice de mortalidade infantil menor que o da capital dos Estados Unidos, Washington. São exemplos, há diversos outros.

Doença nos EUA é mais uma mercadoria!

Editorial J
Bolsominions são totalmente antagônicos a qualquer tipo de diálogo.

É pertinente perguntar quantos americanos têm acesso a tratamentos dispendiosos, ou até à simples assistência médica, também cara nos EUA, mesmo com as mudanças introduzidas por Obama, resultado da luta do povo americano por direito a tratamento médico.

Recomendo Sicko (diretor, Michael Moore), com acesso gratuito no YouTube, e dublado em português, onde se mostra que 40 milhões de americanos não têm qualquer atendimento médico - muitos morrem nas calçadas dos hospitais sendo impedidos de neles entrar.

Inclusive diversas vítimas do 11 de setembro de 2001, do ato terrorista contra as torres gêmeas, gente pobre que trabalhava no World Trade Center, só conseguiu se tratar em Cuba das graves sequelas de saúde produzidas pelo atentado, graças ao oferecimento solidário do governo cubano. Sicko também mostra isso.

Bem como revela o funcionamento dos sistemas de Saúde Pública da França, de Cuba, do Canadá, e da Inglaterra, vis-à-vis ao desastroso sistema de planos privados de saúde dos EUA - em que a doença se reduz a mera fonte de lucro.

Não é de surpreender que Sicko, grande sucesso nos EUA, provocou crises de choro nas plateias em Nova York, e em muitas outras cidades americanas. As pessoas ficavam incrédulas ante a existência de sistemas de Saúde Pública em outros países.

O filme de Michael Moore foi boicotado no Brasil, em 2008, pelos planos privados de saúde, quando de sua exibição nos cinemas. O Globo também atacou o filme, que mal ficou uma semana em cartaz.

Mas isso é outra história... ou talvez a mesma história, em que as pessoas não contam, e o lucro conta tudo.

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