Quarta-feira, 4 de março de 2026
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As Forças de Defesa de Israel (IDF) realizaram duas séries de investidas contra alvos na Síria neste domingo (09/04), em represália ao lançamento de seis mísseis nas Colinas de Golã por um grupo militante, na noite da véspera. Também estaria sendo utilizado um drone.

Segundo os militares, Israel considera “o Estado da Síria responsável por todas as atividades ocorrendo dentro de seu território”, e não permitirá qualquer tentativa de violar sua soberania, acrescentaram. As Colinas de Golã, limítrofes com o Líbano, são uma região estratégica. Israel conquistou parte delas da Síria, em 1967, e depois as anexou.

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No ataque não reivindicado da véspera, pelo menos um dos seis foguetes foi interceptado pelo sistema antiaéreo israelense, e dois caíram em zonas despovoadas. Atribuindo os disparos a “palestinos”, as IDF também retaliaram com ofensivas contra a Faixa de Gaza e o sul do Líbano.

Trata-se do episódio mais recente na escalada de violência no Oriente Médio dos últimos dias. Na sexta-feira, três morreram em dois ataques anti-israelenses. Na véspera foram disparados do Líbano cerca de 30 mísseis em direção a Israel, resultando em um ferido e danos materiais. Um presumível atentado em Tel-Aviv também resultou em um morto e cinco feridos.

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Desde 2006 não se registrava tamanha violência na frente israelo-libanesa. Os dois países encontram-se tecnicamente em estado de guerra, depois de vários conflitos. Uma linha de cessar-fogo no sul do Líbano é controlada pela Força Interina das Nações Unidas (Finul).

Israel tem intensificado as ofensivas contra a Síria visando posições de grupos ligados ao-Irã, seu inimigo número um. As autoridades sírias registram dez ataques israelenses em 2023, em que morreram tantos seus soldados e civis quanto consultores militares iranianos.

Em sua mensagem de Páscoa durante a eucaristia na Basílica de São Pedro, neste domingo, o papa Francisco expressou preocupação com a violência dos últimos dias em Israel e nos territórios palestinos.

“Neste dia, confiamos a ti, Senhor, a cidade de Jerusalém, a primeira testemunha da tua ressurreição. Expresso minha profunda preocupação pelos atentados destes últimos dias, que ameaçam o desejado clima de confiança e respeito recíproco, necessário para retomar diálogo entre israelenses e palestinos, para que a paz reine na Cidade Santa e em toda a região.”

Cerca de 100 mil fiéis reuniram-se nas proximidades da Praça de São Pedro para ouvir a mensagem da Páscoa e receber a bênção Urbi et Orbi, após a missa do domingo de Páscoa, segundo fontes do Vaticano.