Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na tarde deste sábado (17/06) em Belém, capital do Pará, para a cerimônia que oficializou a realização na cidade da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP30. O evento marcou a assinatura de diversos contratos e convênios que dão início à preparação do evento.

“Não existe nada no Brasil mais falado no mundo do que a Amazônia. Qualquer jovem, idoso, governador ou ministro de qualquer país do mundo fala da Amazônia. E eu tenho chamado a atenção deles de que é muito importante cuidar do ecossistema, da biodiversidade, da nossa floresta, mas é muito importante a gente cuidar do nosso povo que vive na Amazônia”, afirmou Lula. 

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“É importante saber que por aqui moram 28 milhões de seres humanos que precisam trabalhar, comer, ganhar salário, viver dignamente, eles e seus filhos. E é por isso que a gente precisa preservar a Amazônia.”

A candidatura do Brasil foi proposta por Lula ainda em novembro de 2022, durante a COP27, realizada em Sharm El-Sheik, no Egito. No mês passado, a candidatura recebeu apoio formal do Grupo dos Estados da América Latina e do Caribe (Grulac) de forma praticamente unânime, uma exigência da Organização da Nações Unidas (ONU). A escolha deve ser oficialmente confirmada no fim do ano, durante a COP28, em Dubai, mas o processo de organização já está em andamento.

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Nascido em Belém, o ministro das Cidades, Jader Filho, ressaltou a importância de que uma conferência sobre o clima aconteça em solo amazônico. “Todas as pessoas em todas as COPs falam da Amazônia, mas falam a partir de um livro que leram, de um documentário que assistiram ou da opinião de alguém. É importante que os chefes de Estado, que as pessoas que de fato valorizam o meio ambiente venham falar da Amazônia conhecendo a Amazônia”, afirmou o ministro. 

O evento contou com a presença de três ministros, além do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), do prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (PSOL), e da ministra da Cultura, Margareth Menezes, além de diversos prefeitos e parlamentares.

Países amazônicos

“Serão dias em que Belém será a capital do mundo durante duas semanas”, disse o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, sobre o evento que trará cerca de 50 mil pessoas para a capital paraense. Serão autoridades governamentais, cientistas, organizações e ativistas de todo o mundo, colocando o Brasil como centro da discussão sobre como combater as mudanças climáticas.

Cerimônia deu a largada nos preparativos para o evento que transformará a cidade paraense na 'capital do mundo' em novembro de 2025

Ricardo Stuckert

Lula durante a cerimônia que oficializou a realização da COP30 em Belém do Pará

Vieira lembrou ainda que a cidade será sede também da Cúpula da Amazônia, que acontece no dia 8 de agosto e reunirá os presidentes dos oito países integrantes da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) para discutir o desenvolvimento sustentável da região. Um documento aprovado no encontro será apresentado durante a próxima Assembleia das Nações Unidas, em setembro.

Criada em 1995, a OTCA é formada por Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. A realização de uma cúpula da organização foi citada por Lula já em novembro de 2022, durante a COP27, no Egito. 

Legado

Vieira também informou que o BNDES vai discutir uma série de obras que “deixarão um legado para Belém”, em áreas como transporte, limpeza urbana, saneamento básico e capacidade hoteleira.

As ações via BNDES fazem parte de um pacote de ações dos governos federal, estadual e municipal para preparar Belém para o evento. Entre as parcerias assinadas no evento, estão um convênio de R$ 134 milhões para a obra do Parque do Canal do São Joaquim, em Belém, e o início das obras do Porto Futuro 2.

Ocorreu também a cessão da área do aeroporto Brigadeiro Protásio Oliveira para o governo estadual, que será usada para a implantação do Parque da Cidade de Belém, onde será instalada a sede da COP30 em 2025. O contrato foi assinado pela ministra a Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e pelo governador Helder Barbalho (MDB) – irmão de Jader. As tratativas para a cessão do local estavam em curso há três anos, sem desfecho, mas foram resolvidas na gestão Lula. A cessão do terminal será por 20 anos, prorrogáveis por igual período.

O governador celebrou a realização do evento e a melhoria nas relações do estado com o governo federal na gestão de Lula. “Passamos aqui quatro anos sem receber ministros, sem receber o presidente. Agora toda semana tem um ministro do seu governo aqui junto conosco, prestigiar o nosso estado”, afirmou. 

“A COP é a mais extraordinária oportunidade que nós temos para encontrar a solução, seja para a agenda ambiental, fazendo com que o Pará e o Brasil protagonizem a mudança do uso do solo, a valorização da floresta viva, a geração de emprego verde, a viabilização de um modelo econômico que faça com que a floresta esteja em pé e com que as pessoas possam ter emprego, possam ter renda, possam ter sustento”, afirmou o governador. 

(*) Com informações da Agência Brasil.

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