Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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(*) Atualizado às 15h07

As autoridades da China anunciaram nesta quarta-feira (06/05) uma séria de medidas para tentar diminuir as desigualdades econômicas e reduzir a brecha entre a população rural e urbana e retirar 80 milhões de pessoas da linha de pobreza nos próximos três anos.

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Além de amplas  reformas tributárias, trabalhistas e demográficas, ele também pretende aumentar em até 40% o valor do salário mínimo.

O governo também vai determinar que as empresas estatais terão de repartir melhor os lucros. Composto por 35 pontos e aprovado pelo Conselho de Estado, órgão do Executivo chinês, o plano propõe aumentar os impostos pagos por empresas estatais, pela população mais rica e taxar investimentos imobiliários. O objetivo é aumentar o salário mínimo e os gastos com educação, saúde e moradia.

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O Executivo chinês aumentará em cinco pontos percentuais o imposto sobre o lucro das sociedades estatais, que atualmente transferem só uma pequena parte de sua renda para os cofres do Estado.
 
Setores reformistas sempre pressionaram para mudanças na taxação destas empresas, por consideraram que elas têm privilégios que o setor privado não dispõe.

As autoridades chinesas também vão determinar que as empresas estatais terão de repartir melhor os lucros

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Agora, os benefícios destas empresas serão uma fonte potencial para a Seguridade Social chinesa, que inclui as pensões e a saúde dos 1,3 bilhão de cidadãos do país.
 
O plano indica ainda, sem estabelecer um calendário fixo, que as taxas para as transações imobiliárias subirão, assim como para as atividades e produtos de luxo – um dos objetivos seria evitar a “ostentação”.
 
A Comissão de Desenvolvimento e Reforma chinesa, encarregada de elaborar as mudanças, disse que as reformas são “árduas e complicadas” e por isso é impossível realizá-las de “um dia para outro”, mas prevê metas a serem cumpridas já em 2015. O plano se foca mais nos objetivos do que nos detalhes.
A vontade das autoridades é que em três anos o salário mínimo alcance 40% da remuneração média dos trabalhadores urbanos, cobrir 75% da despesa com saúde e fazer com que 20% dos imóveis tenham proteção social.
 
Além disso, o documento dá um claro sinal de mudar o modelo de crescimento econômico, até agora muito dependente do investimento público, para dar um maior protagonismo ao consumo e à demanda interna.
 

O risco da desigualdade
 

De acordo com especialistas, a China tem um elevado índice de desigualdade. A diferença social é uma preocupação para o regime chinês, que teme o aumento de levantes populares. A China é o país mais populoso do mundo com mais de 1,3 bilhão de pessoas.

Na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que ocorreu em junho do ano passado, as autoridades advertiram que a população global deverá aumentar para 9 bilhões de pessoas até 2040. A estimativa é que o número de consumidores de classe média aumente em 3 bilhões, nos próximos 20 anos, elevando a demanda por recursos.

Em 2030, pelos dados das Nações Unidas, o mundo vai precisar de pelo menos 50% mais alimentos, 45% mais energia e 30% mais água. A estimativa é que mais de 1 bilhão de pessoas ainda viverão na pobreza. A desigualdade entre ricos e pobres, tanto interna quanto entre países, deve aumentar, segundo especialistas.

*Com informações da BBC Brasil, agência Efe e Agência Brasil 

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