Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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O ex-consultor da CIA Edward Snowden deixou Hong Kong rumo a Moscou com um “documento de refugiado” fornecido pelo Equador, segundo o fundador do Wikileaks, Julian Assange. A declaração foi feita em uma conferência telefônica com jornalistas nesta segunda-feira (24/06).

Isso não significa, de acordo com Assange, que o país já tenha se decidido por conceder asilo a Snowden. O norte-americano pediu ajuda ao Equador e também à Islândia e o Wikileaks pagou por sua viagem da China à Rússia, segundo o jornalista. Entretanto, ele não quis dizer qual o paradeiro atual de Snowden.

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Assange também afirmou que Snowden está “são e salvo”, que sua rota até o Equador é “segura” e que o Wikileaks está buscando opções de asilo para ele também em outros países. Ele acrescentou que Snowden, que vazou informações sobre programas de espionagem dos EUA a dois jornais, “não expressou arrependimento por sua decisão de revelar essa importante informação ao público”.

O jovem frustrou os jornalistas que esperavam por ele em um voo de Moscou a Havana. A expectativa era que ele viajasse hoje da Rússia para a capital cubana, mas agências russas informaram que ele não estava no voo. Não se sabe onde ele se encontra agora. 

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Fundador do Wikileaks diz que norte-americano está "são e salvo", sem revelar seu paradeiro

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Agência Efe

Edward Snowden, ex-funcionário da CIA, tenta conseguir asilo diplomático para não ser extraditado aos EUA

O presidente do Equador, Rafael Correa, declarou hoje por meio de sua conta no Twitter que seu país tomará “com absoluta soberania” a decisão sobre conceder ou não asilo a Snowden.  “Tenham a segurança que analisaremos muito responsavelmente o caso Snowden e tomaremos com absoluta soberania a decisão que acharmos mais adequada”, escreveu.

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores do país, Ricardo Patiño, também disse que o Equador estuda o pedido de Snowden e que se baseará em sua Constituição para decidir o que fazer.

EUA pedem extradição

A Casa Branca, por sua vez, pediu à Rússia que extradite Edward Snowden para que ele possa fazer frente aos “crimes” dos quais é acusado.

“Esperamos que a Rússia revise todas as opções disponíveis para expulsar Snowden”, disse o porta-voz do governo norte-americano, Jay Carney, em entrevista coletiva. Ele afirmou que seu país acredita que Snowden ainda esteja em território russo.

Carney lembrou que entre Rússia e EUA existe uma “forte relação de cooperação” e Washington expulsou por diversas vezes “criminosos” reivindicados por Moscou. Ele afirmou que o vazamento de dados feito por Snowden “está danificando extremamente” a segurança nacional e que “as implicações de revelar este tipo de informação são muito profundas”.

O porta-voz comentou ainda que os Estados Unidos estão em contato “com outros países” sobre este caso, mas não especificou quais.

 

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