Quinta-feira, 5 de março de 2026
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Após cinco meses de sequestro na Síria, o jornalista italiano Domenico Quirico e o professor universitário Pierre Piccinin da Prata foram libertados e voltaram à Europa. O italiano desembarcou neste domingo (08/09) no aeroporto militar de Roma; o acadêmico, na Bélgica, na madrugada desta segunda-feira (09/09).

O primeiro-ministro belga, Elio di Rupo, anunciou a libertação dos dois e compartilhou “o alívio e a emoção de seus familiares” com uma mensagem publicada ontem em seu perfil do Twitter.

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O Ministério das Relações Exteriores da Bélgica confirmou o apoio do governo aos familiares de Piccinin e assegurou que nenhum tipo de resgate foi pago.

Agência Efe

O jornalista Domenico Quirico, sequestrado na Síria em abril, voltou a Roma

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O professor foi recebido por seus familiares mais próximos e por representantes do governo local. Segundo o diretor da unidade de Crise da Bélgica, Jaak Raspas, em declarações ao jornal “Le Soir”, o professor se encontra “bem de saúde”.

Piccinin tinha desaparecido junto ao jornalista italiano Domenico Quirico no último mês de abril no limite ocidental da Síria, na fronteira do país com o Líbano.

Parentes

Após três meses de cativeiro, os sequestrados foram autorizados a falar com seus parentes em junho, uma chamada que confirmou que os reféns estavam vivos, embora só tenham sido libertados neste domingo.

Ministro das Relações Exteriores da Bélgica afirmou que nenhum tipo de resgate foi pago

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Em entrevista à emissora “RTL”, Piccinin assegurou que, durante o tempo em que esteve sequestrado, ele e seu companheiro escutaram uma conversa em que os sequestradores falavam que ataque químico do último dia 21 de agosto teria sido perpetrado pelos rebeldes sírios e não pelo regime do presidente Bashar al Assad.

“É um dever moral dizer isso. Não foi o governo de Bashar al Assad que utilizou gás sarin ou outro gás de combate”, assegurou o professor belga, que, no entanto, não apresentou mais detalhes sobre a informação que escutou ao lado do jornalista italiano.

Em declarações ao jornal “La Stampa”, do qual é correspondente, Quirico confirmou ter escutado essa conversa, mas ressaltou que seria impossível confirmar a identidade dos participantes.

“É uma loucura dizer que eu sei que não foi Assad que utilizou o gás”, afirmou Quirico, se distanciando das palavras do professor belga.