Quinta-feira, 5 de março de 2026
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Muçulmanos radicais na cidade de Wuppertal, na Alemanha, instauraram uma “polícia da sharia” em uma tentativa de impor a lei islâmica aos muçulmanos residentes no país, informou o jornal israelense Haaretz. Neste sábado (06/09), a chanceler Ângela Merkel declarou que fará “o que puder” para garantir o combate do antissemitismo na Alemanha, segundo a Reuters.

Durante esta semana, jovens muçulmanos usando coletes de segurança laranja com o slogan “Polícia da sharia” foram vistos fora de discotecas e de bares da cidade alemã, patrulhando as ruas. Segundo relatos, eles estavam distribuindo panfletos e incitando os muçulmanos a observar as restrições islâmicas contra álcool, drogas, jogos de azar, pornografia e prostituição.

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Reprodução

Jovens da “polícia da sharia”: sentimento anti-Israel tem sido frequente na Alemanha após conflito na Faixa de Gaza

As acusações de reunião ilegal e uso de uniforme em público foram feitas contra 11 membros do grupo na semana passada, de acordo com um porta-voz da polícia de Wuppertal. O grupo identifica-se com o movimento salafista, uma corrente conservadora do Islã. Criada há três dias, a página no Facebook do grupo já tem 1.800 curtidas.

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Merkel declarou que fará “o que puder” para garantir combate do antissemitismo no país; movimento atuou em cidades como Wuppertal e Bonn

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Segundo o Spiegel Online, a polícia alemã também estava lidando com duas acusações de assédio contra o grupo na cidade de Bonn. Em um caso, o grupo teria forçado uma menina muçulmana a usar véu e, em outro, membros teriam batido em um jovem por este beber álcool.

O ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière, afirmou que o governo não vai tolerar os vigilantes da Sharia. “Ninguém terá permissão para manchar o bom nome da polícia alemã”, disse hoje em entrevista ao tablóide alemão Bild. Um fenômeno similar foi relatado em Londres nas últimas semanas, com os radicais islâmicos lutando pela imposição da sharia em diversas áreas da cidade.

O sentimento anti-Israel tem sido frequente na Alemanha após o aumento de críticas a Tel Aviv com a operação “Margem Protetora” na Faixa de Gaza, que deixou mais de 2 mil palestinos mortos. Em julho, bombas de gasolina foram jogadas em uma sinagoga em Wuppertal e um homem vestindo um solidéu foi agredido em Berlim.