Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Um grupo de pesquisadores de várias universidades descobriu uma proteína que impede a propagação de parasitas responsáveis pela malária. Os especialistas já testaram um projeto de vacina em ratos, segundo estudo publicado na revista Science.

A reação faz com que os anticorpos da proteína protejam contra a malária, ao prender o parasita dentro dos glóbulos vermelhos, e não impedir a infecção de novas células, segundo a descrição da revista sobre o estudo, coordenado por Jonathan Kurtis, da Universidade de Brown, nos Estados Unidos.

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O próximo passo é fazer testes em primatas e, caso seja bem-sucedido, avançar para provas em seres humanos de uma vacina que poderá combater a doença, responsável por mais de 600 mil mortes por ano, em particular de crianças na África Subsaariana.

Doença mata mais de 600 mil pessoas todos os anos; mais afetadas são crianças na região da África Subsaariana

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A proteína foi descoberta em crianças na Tanzânia resistentes à malária e, posteriormente, adaptada para utilização em ratos infectados com uma forma particularmente fatal da doença.

Os ratos viveram quase o dobro do que os não vacinados e, em um dos vários testes, tinham um quarto de parasitas em comparação ao restante dos animais, mostra a Science.

O responsável pela investigação explicou que uma vacina que explore a capacidade dos anticorpos de prender o parasita dentro dos glóbulos vermelhos terá mais tempo para se desenvolver do que uma que tente impedir a reinfecção.

“O parasita infecta uma nova célula a cada 15 segundos, então uma vacina que previna essa ação teria de trabalhar imediatamente”, disse Kurtis à Science.

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