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A Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana (Minusca) ordenou nesta quinta-feira (04/02) que 120 soldados congoleses que estão atuando no país sejam repatriados por denúncias de abuso sexual de crianças.

Flickr/Minusca

Soldados do Congo e da República Democrática do Congo voltarão para seus países apenas o fim das investigações

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A ONU afirmou que a decisão foi tomada após a ONG Human Rights Watch anunciar ter identificado oito novos casos de abuso sexual na cidade de Bambari, no centro do país, durante o ano passado. Segundo a ONG, duas das vítimas foram violentadas em troca de comida. As vítimas têm de 13 e 29 anos.

“Dada a gravidade dessas acusações [da Human Rights Watch] e tendo em conta os resultados da investigação preliminar, a ONU decidiu tomar medidas imediatas, que levam à repatriação de 120 soldados congoleses que atuaram em Bambari de 17 de setembro a 14 de dezembro de 2015”, diz o comunicado. O investigador da ONU disse ter reunido “provas suficientes” para indicar que abusos de fato ocorreram.

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Investigação reuniu 'provas suficientes' de que crimes ocorreram; oito novas vítimas em Bambari têm entre 13 e 29 anos, aponta ONG de direitos humanos

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Segundo um comunicado oficial, os capacetes azuis (nome pelo qual são conhecidos os soldados da ONU) acusados de perpetrar os abusos e que serão repatriados são do Congo e da República Democrática do Congo, dois países que fazem fronteira com a República Centro-Africana.

Os casos de abuso sexual por parte dos soldados da ONU no país foram revelados em 2014 após o diplomata Anders Kompass repassar um relatório, intitulado “Abuso Sexual de Crianças pelas Forças Armadas Internacionais”, para autoridades francesas. Na semana passada, as Nações Unidas afirmaram que soldados da Geórgia, da França e de outro país europeu não identificado violentaram crianças na República Centro-Africana.