Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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O Parlamento da Suécia aprovou nesta segunda-feira (21/06) uma moção de desconfiança contra o primeiro-ministro, Stefan Lofven, e derrubou pela primeira vez na história um governo por esse mecanismo.

O voto de censura teve apoio de 181 dos 349 deputados do Parlamento e, a partir de agora, Lofven terá uma semana para renunciar ou para convocar novas eleições. O político de centro-esquerda estava no comando do governo desde 3 de outubro de 2014.

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A crise no governo sueco começou na última semana, após o Partido de Esquerda anunciar a retirada de seu apoio. A medida foi uma resposta à decisão do premiê de suspender a lei que congelava os aluguéis, adotada no ano passado por conta da pandemia de Covid-19.

Com isso, a sigla de extrema-direita Democratas entrou com uma moção de desconfiança contra o premiê. A votação contra Lofven, porém, incluiu partidos de todas as vertentes políticas.

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Movimento é inédito na história do país e surgiu na semana anterior, depois que o Partido da Esquerda retirou apoio ao governo

Stefan Lofven/Twitter

Primeiro-ministro, que estava no governo desde 2014, tem uma semana para renunciar ou convocar novas eleições

Apesar de ter sido a primeira vez que um premiê é derrubado dessa maneira, Lofven havia sobrevivido a outras 11 ações do tipo nos quase sete anos de seu governo.

Agora, o país vive um momento de incertezas sobre os próximos passos: se o primeiro-ministro renunciar, o presidente do Parlamento poderá fazer consultas para formar uma nova coalizão; se o premiê convocar eleições, elas devem ser realizadas nesse ano.

A ironia é que, por conta da Constituição, o país precisará ir às urnas em setembro de 2022, independentemente do possível pleito deste ano.

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