Hoje na História: 1469 - Nasce o italiano Nicolau Maquiavel

Livro mas famoso do filósofo, escritor, político e historiador foi 'O príncipe', inspirado no príncipe dos Estados Pontifícios Cesare Borgia

Atualizado dia 02/05/2016 às 17h41

O filósofo, escritor, político e historiador italiano Niccoló Machiavelli – Nicolau Maquiavel – nasceu em 3 de maio de 1469. Patriota durante a vida toda e acérrimo defensor de uma Itália unificada, Maquiavel tornou-se um dos pais da moderna teoria política.

Maquiavel entrou para a política em sua terra natal, Florença, quando tinha 29 anos. Como secretário de Defesa, se distinguiu ao executar políticas que acabaram fortalecendo Florença politicamente. Logo lhe foram designadas missões diplomáticas em nome do Principado florentino para se encontrar com personalidades centrais da época, como o rei Luis XII da França e talvez a mais importante para Maquiavel, o príncipe dos Estados Pontifícios, Cesare Borgia. O hábil e astucioso Borgia inspirou mais tarde o personagem título do famoso e seminal tratado de Maquiavel O príncipe (1532).
Nicolau Maquiavel, em pintura de Santi di Tito
A vida política de Maquiavel sofreu pesado baque após 1512, quando perdeu os favores da poderosa família Médici. Foi acusado de conspiração, preso, torturado e temporariamente exilado. Foi uma tentativa de reconquistar importante posto político e as boas graças da família Medici que Maquiavel escreveu O príncipe que se tornou sua obra mais conhecida universalmente.

Embora tenha sido lançado postumamente em formato de livro em 1532, a obra foi primeiramente publicado como um panfleto em 1513. Nele, Maquiavel traça a sua visão de um líder ideal: um amoral, tirano calculista, para quem os fins justificam os meios.

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O pensamento de Maquiavel tem uma importância ímpar nos estudos políticos pelo fato de estabelecer uma nítida separação entre a política e a ética, bem como por deixar de lado a antiga concepção de política herdada da Grécia antiga, que visava compreender a política como ela deve ser. Maquiavel preferia estudar os fatos como eles são na realidade. Nesse sentido, sua obra teórica constitui uma reviravolta da perspectiva clássica da filosofia política grega, pois o filósofo partiu "das condições nas quais se vive e não das condições segundo as quais se deve viver". Sua teoria desmascarou as pretensões morais e religiosas em matéria de política.

O príncipe não só fracassou em ganhar os favores da família Médici como o afastou do povo florentino. Maquiavel nunca mais foi bem recebido ao retornar à política e quando a República Florentina foi restabelecida em 1527, Maquiavel foi objeto de forte suspicácia. Morreu naquele mesmo ano, amargurado e praticamente expulso da sociedade florentina à qual havia devotado sua vida.

Os conceitos de virtù e fortuna são empregados várias vezes por Maquiavel em suas obras. Para ele, a virtù seria a capacidade de adaptação aos acontecimentos políticos que levaria à permanência no poder. A idéia de fortuna representa as coisas inevitáveis que acontecem aos seres humanos, para o bem ou para o mal.

Embora Maquiavel tenha sido associado amplamente com a prática de diabólicos expedientes no reino da política consagrados em ‘O príncipe’, suas verdadeiras visões não eram tão extremadas. De fato, em textos mais longos e detalhados como Discursos sobre os dez primeiros livros de Livy (1517) e História de Florença (1525), ele se mostra um político moralista baseado em princípios. Não obstante, mesmo nos dias de hoje, a expressão ‘maquiavélico’ é utilizada para descrever uma ação empreendida para o próprio benefício sem olhar para o certo ou errado ou a que se caracteriza pela astúcia, duplicidade, má-fé e ardil.

Maquiavel escreveu, no entanto, obras literárias e peças teatrais que pouco tinham a ver com seu pensamento filosófico e político, embora revelassem uma inteligência brilhante e refinamento estilístico, como na peça "A Mandrágora" e no divertido conto "Belfegor" - que faz uma crítica ao consumismo da época, ainda atual em nossos dias.

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