Em greve nacional, movimento indígena desmente início de diálogo com governo

'A greve não para. O movimento indígena desmente o vice-presidente que disse que se realizaria diálogos na sede da ONU', disse a Conaie

A Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie) desmentiu nesta quarta-feira (09/10) um anúncio feito pelo vice-presidente do país, Otto Sonnenholzner, de que o governo teria iniciado uma mesa de diálogos com as lideranças indígenas. As declarações da Conaie vem durante uma paralisação a nível nacional convocada pelos indígenas e por diversos sindicatos contra o pacote econômico anunciado pelo presidnete Lenín Moreno.

"A greve não para. O movimento indígena desmente o vice-presidente que disse que se realizaria diálogos na sede da ONU. Ratificamos que, neste momento se encontram junto às bases nas ruas Galápagos e Benalcazar", disse o Conaie.

Além disso, a organização ainda anunciou que a greve nacional continua até que o governo de Moreno derrube o pacote econômico "com implicações grave que gera para a economia equatoriana".

Ainda nesta quarta-feira, indígenas, outros povos originários e movimentos sociais marcharam em direção ao centro histórico de Quito contra o governo do presidente Lenín Moreno.

Conaie/Reprodução
'A greve não para. O movimento indígena desmente o vice-presidente que disse que se realizaria diálogos na sede da ONU', disse a Conaie

De acordo com o jornal El Universo, a mobilização se iniciou por volta das 11h locais (13h em Brasília) e, após chegar ao centro da cidade - onde fica o Palácio de Carondelet, sede do governo do Equador, retornou ao parque El Arbolito, onde os manifestantes estão concentrados. Houve episódios de violência por parte da polícia, que avançou sobre alguns dos manifestantes.

Crise no Equador

As manifestações no Equador começaram logo após o presidente anunciar o fim dos subsídios nos combustíveis, devido ao acordo de US$ 4,2 bilhões firmado em fevereiro com o FMI, que prevê reformas tributárias, trabalhistas e monetárias no país.

Os protestos levaram Moreno a decretar um estado de exceção em todo o país, por 60 dias. Pelo menos 500 pessoas foram presas desde a noite da última quinta (03/10) – dentre os quais, vários líderes dos sindicatos de transporte.

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