Sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
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A tensão entre Brasil e Israel continua escalando nesta segunda-feira (19/02), a ponto de o Ministério de Relações Exteriores convocar o embaixador de Israel em Brasília, Daniel Zonshine para consultas.

O diplomata israelense deverá comparecer a uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, às 19h, no Palácio do Itamaraty.

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O evento será mais um capítulo do conflito iniciado após o presidente Lula dizer, em entrevista realizada neste domingo (18/02), que “o que está acontecendo hoje com o povo palestino não tem precedentes na história do mundo. Na verdade, houve um momento em que Hitler decidiu matar os judeus”.

A declaração irritou o governo sionista de Benjamin Netanyahu, que declarou Lula persona non grata em seu país e também chamou a consultas o embaixador brasileiro em Tel Aviv, Frederico Meyer.

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Além de chamar o representante diplomático israelense a consultas, o Itamaraty determinou que o embaixador Meyer retorne imediatamente a Brasília.

Daniel Zonshine deverá se encontrar com Lula às 19h; diplomata israelense possui histórico de gestos favoráveis ao bolsonarismo

Valter Campanato / Agência Senado

Daniel Zonshine deverá se encontrar com Lula nesta segunda-feira (19/02), no Palácio do Itamaraty

Diplomata israelense se reuniu com Bolsonaro

Embaixador de Israel em Brasília desde agosto de 2021, Daniel Zonshine foi protagonista de uma polêmica em novembro de 2023, quando participou de uma reunião dentro do Congresso Nacional, no qual também participou o ex-presidente Jair Bolsonaro, líder da extrema-direita brasileira.

O evento foi organizado pela própria embaixada de Israel em colaboração com a bancada da oposição ao Governo Lula, e causou polêmica devido ao fato de que Zonshine e Bolsonaro se sentaram lado a lado durante todo o encontro – cujo objetivo, segundo o próprio diplomata, era mostrar a versão de Tel Aviv sobre os acontecimentos na Faixa de Gaza e refutar a postura do Palácio do Planalto, que já naquele então considerava haver violações aos direitos humanos cometidas na reunião e se mantinha no grupo dos países que exigiam um cessar-fogo imediato.

Dias depois, e em meio a uma repercussão negativa, o diplomata israelense afirmou que não houve uma convocação formal para que Bolsonaro participasse da reunião, mas tampouco ofereceu uma explicação sobre a sua presença no evento.

Alguns setores políticos ligados ao Governo Lula chegaram a manifestar, na ocasião, que o embaixador Zonshine fosse chamada a consultas devido ao que poderia ser considerado um gesto incorreto de apoio do governo de Israel à oposição. Porém, o Itamaraty não tomou a decisão – postura diferente da que acontece agora, e que resultou na reunião programada para esta segunda-feira.