Assembleia Nacional venezuelana considera inaceitáveis as sanções impostas pelos EUA a deputados

Resposta oficial da AN às sanções anunciadas pelo Departamento de Tesouro dos Estados Unidos a sete deputados venezuelanos considera inaceitável que "países estrangeiros tentem condicionar as ações e a liberdade de consciência" dos parlamentares

Em um comunicado emitido nesta segunda-feira (13/01) o Conselho de Administração da Assembleia Nacional (AN) da Venezuela rechaça as sanções impostas a sete deputados venezuelanos pelo Departamento de Tesouro dos Estados Unidos.

"Rejeitamos de forma categórica e enérgica as sanções contra os deputados da Assembleia Nacional da República Bolivariana da Venezuela que representam o povo como um todo. É inaceitável que os países estrangeiros tentem condicionar as ações e a liberdade de consciência dos nossos parlamentares", diz a nota. 

Mais cedo os Estados Unidos haviam anunciado a aplicação de sanções a sete deputados que votaram a favor do novo conselho de administração da Assembleia Nacional venezuelana, encabeçada por Luis Parra, membro do partido Primeiro Justiça, em vez de votarem pela reeleição do deputado de direita e autoproclamado presidente interino da Venezuela Juan Guaidó para o Poder Legislativo. 


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"Estas ações unilaterais não contribuem em nada para gerar contextos de entendimento que coloquem o cidadão no centro da agenda para atender às suas urgências", explica o comunicado publicado pela Assembleia Nacional.

De acordo com o secretário do Tesouro dos EUA, Steven T. Mnuchin, as sanções foram impostas pela tentativa dos deputados em "bloquear o processo democrático na Venezuela".

Em sua conta no Twitter, Luis Parra afirmou que o papel da AN perante a Venezuela é de "absoluta responsabilidade" e que a a prioridade é buscar a "normalidade institucional".

"A nossa posição perante Vzla tem sido de absoluta responsabilidade. A prioridade é abrir caminhos de entendimento e normalidade institucional que ajudem a lidar com as urgências dos nossos cidadãos; temos de dar ênfase aos problemas das pessoas, que é o que o país exige", afirmou.


Na nota publicada em seu site, o Departamento de Tesouro dos EUA enfatizou ainda que os deputados sancionados foram incluídos na lista de Cidadãos Especialmente Designados e Entidades Bloqueadas (SDN, na sigla em inglês), e à Oficina de Controle de Bens Estrangeiros (OFAC, na sigla norte-americana).

Além de Luis Parra, foram aplicadas medidas aos deputados José Brito, Adolfo Ramón Superlano, Conrado Pérez, além de Franklyn Duarte, Negal Morales e José Gregório Noriega.

Em sua resposta oficial às sanções anunciadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA, o Conselho de Administração da Assembleia Nacional (AN) reforçou que as medidas dos EUA não contribuem para a busca de um entendimento. 

"Estas ações unilaterais não contribuem em nada para gerar contextos de entendimento que coloquem o cidadão no centro da agenda para atender às suas urgências", diz o comunicado. 

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